QUEM VIVEU A REDEMOCRATIZAÇÃO AINDA TEM VOZ NAS URNAS, DIZ MAURÍCIO RANDS
Uma mudança na legislação eleitoral altera a relação do cidadão a partir dos 70 anos, com as urnas: o voto deixa de ser obrigatório e passa a ser facultativo. O direito de votar, no entanto, permanece. Aos 71 anos o voto deixa de ser obrigatório mas não perde sua importância.
Em Pernambuco, 723.272 eleitoras e eleitores têm 70 anos ou mais – o equivalente a 10,01% do eleitorado estadual, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para as Eleições 2026. São 494.716 pessoas entre 70 e 79 anos e outras 228.556 com 80 anos ou mais.
Juntos, esses eleitores representam uma parcela expressiva da população pernambucana apta a participar das eleições, mesmo que, a partir dos 70, o comparecimento às urnas não seja mais obrigatório. Para o candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante), a discussão ultrapassa a questão da obrigatoriedade.
Aos 65 anos, o recifense também faz parte de uma geração que acompanhou transformações importantes da história política brasileira e defende a permanência dos mais velhos no espaço de participação cidadã.
“Mais do que uma questão de obrigatoriedade, o voto representa uma forma de participação na vida pública. Essa é uma geração que viveu o período da ditadura militar, acompanhou o processo de redemocratização, a campanha pelas Diretas Já e a Constituição de 1988“, afirmou Maurício Rands.
É também uma geração cuja experiência atravessa diferentes momentos da democracia brasileira. “Manter esse público próximo das decisões políticas significa reconhecer a importância de quem acumulou décadas de experiência e participação na sociedade“, acrescentou.
A Justiça Eleitoral também estabelece mecanismos de prioridade para o eleitorado idoso. Pessoas com 60 anos ou mais têm atendimento prioritário nos locais de votação, enquanto eleitores com mais de 80 anos têm prioridade absoluta na fila. Há ainda recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Foto – Divulgação




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