GARANHUNS E A HISTÓRIA DO SEU NACIONALMENTE CONSAGRADO FESTIVAL DE INVERNO

G1 PE

Nos anos 90, Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, já era conhecida pela beleza das flores e pelas baixas temperaturas. Mas, desde a década de 80, que o garanhuense Marcílio Reinaux já pensava além das flores, ele estava sentindo falta de um festival multicultural, como ele tinha conhecido em outro estado.

“Na época eu era professor da Universidade Federal de Pernambuco, lecionava a disciplina de história das artes e era convidado para fazer conferências em outras faculdades. Um dia, a Universidade Federal de Sergipe me convidou para participar do Festival de Inverno da Universidade”.

Eu fui, mas quando cheguei lá não tinha de inverno. Quando cheguei em Garanhuns mostrei ao prefeito a ideia arriscada no papel de criar um festival de inverno em Garanhuns”, disse o idealizador do evento, Marcílio Reinaux.

Em 1991, a Prefeitura da Cidade e o Governo do Estado firmaram parceria. No primeiro material de propaganda do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), o anúncio informava que o festival teria espaço para artes plásticas, teatro, dança e música, com shows de Zé Ramalho, Alceu Valença e Dominguinhos.

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Com o passar dos anos, a quantidade de cartazes foi aumentando e marcando a história da cidade e dos moradores. A empresária Tânia Bezerra fez uma coleção com os cartazes para guardar de lembrança da festa. “A paixão pelo festival é muito grande. Toda cidade tá sentindo falta do evento”, afirmou Tânia. A cada ano, o festival de inverno foi crescendo e atraindo grandes nomes da música brasileira.

Em 2020, o FIG completaria 30 anos de realização ininterrupta – se não fosse a pandemia da Covid-19. É estranho, em pleno mês de julho, ver a Praça Mestre Dominguinhos vazia. Mas tem gente que deu um jeito de acalmar um pouquinho o coração, por enquanto.

O designer Bruno Veríssimo fez o trabalho de conclusão de curso relacionado à evolução das marcas do FIG. No ano passado, sem o evento, ele resolveu recontar a história dos cartazes.

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“Sabendo do contexto da pandemia, sem FIG, eu pensei em algo digital e que atingisse o público em casa. Eu trouxe para as redes sociais, criei o “Figinmotion”, em que eu peguei todas as identidades visuais dos artistas e designers e trouxe minha visão sobre isso”, contou Bruno.

Quem também cresceu sendo influenciado pelo festival foi o cantor e compositor Adalberto. “Através do festival eu pude ver os shows mais incríveis enquanto pessoa. Ele traz também uma relação dura com o artista da terra, os espaços para se inserir na programação ainda são fechados”, comentou o artista.

Os artistas que são conhecidos nacionalmente também carregam sentimentos. A galera do Biquini Cavadão já foi várias vezes para o evento. “Pra gente foi uma festa enorme, mais ainda quando a gente descobriu que estava tocando na noite mais cheia, no recorde de público da história do festival. Foi emocionante”, finalizou o vocalista Bruno Gouveia.

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