O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, tomou posse nesta quinta-feira (01) e destacou em seu primeiro discurso que o foco de sua gestão será a segurança pública.
“‘É nossa obrigação e o povo brasileiro assim espera que o Ministério da Justiça dedique uma atenção especial à segurança pública, que ao lado da saúde é hoje uma das maiores preocupações da cidadania”, disse o Ministro.
Na fala que durou cerca de 25 minutos, Lewandowski relacionou a questão da segurança pública aos problemas sociais e afirmou que o combate à violência deve ir “além da permanente e energética repressão policial”.
“É preciso compreender que a violência e a criminalidade que campeiam entre nós são problemas novos. Numa continuidade desse ciclo perverso, a criminalidade continua se nutrindo da exclusão social, da miséria, do desemprego, da falta de saneamento, de saúde, de lazer, de habitação e que infelizmente ainda persistem no País mesmo com os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe.
“Por isso, é escusado dizer que o combate à criminalidade e à violência precisa ir além de uma permanente e enérgica repressão policial, demandando a execução de políticas públicas que permitam superar esse verdadeiro apartheid social”, declarou.
O novo Ministro destacou ainda o crime organizado como um dos seus principais desafios e disse que “não há soluções fáceis” para o problema. Ele criticou propostas de aumento de pena e encarceramento em massa.
“Não basta, como querem alguns, exacerbar as penas previstas na legislação, que já se mostram bastante severas ou promover o encarceramento em massa de delinquentes, mesmo aqueles de menor potencial ofensivo”.
Também não adianta dificultar o regime de progressão penal dos detentos, que constitui um importante instrumento de ressocialização. Tais medidas, se levadas a efeito, só aumentariam a tensão nos estabelecimentos prisionais e ampliaria o número de recrutados para as organizações criminosas”, declarou.
Foto: CNN Brasil




