MÉDICO FÁBIO MOURA ALERTA SOBRE DOENÇAS HEPÁTICAS VIRAIS, DURANTE A PANDEMIA

Foto: Andréa Neres

O mês de julho é marcado pela campanha de conscientização sobre hepatites virais. No Brasil, o Julho Amarelo foi instituído através da Lei nº 13.802/2019 e tem o objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das doenças ligadas ao fígado.

Com o início da pandemia do novo coronavírus, o cuidado acabou se tornando mais do que necessário, levando em consideração que a Covid-19 pode ser um agravante, para pessoas que tenham algum tipo de hepatite viral e não estejam passando por tratamento.

As hepatites podem ser dos tipos A, B, C, D e E. As mais comuns são a B e C, que silenciosas e não tratadas, podem evoluir para a cirrose e o câncer de fígado.

A transmissão pode acontecer de diferentes formas: fecal-oral em locais de saneamento básico precário (hepatites A e E); através do contato com sangue contaminado, por meio de seringas, agulhas e objetos cortantes (hepatites B, C e D) e de mãe para o filho durante a gestação ou parto – a chamada transmissão vertical (hepatites B, C e D). Hoje, a principal forma de prevenção contra a doença, é a vacina.

Ela previne contra as formas A, B e D. Segundo o médico e cirurgião geral, com especialidade em doenças do aparelho digestivo, Fábio Moura – por se tratar de uma doença muitas vezes silenciosa durante este período de pandemia – o teste para identificação das doenças hepáticas virais deve ser realizado como forma de cuidado.

“Um paciente que esteja com algum tipo da hepatite viral, principalmente as B e C, e não saiba que está doente, pode ter seu quadro agravado caso contraia a Covid-19. Por isso, atualmente, a campanha do Julho Amarelo se torna ainda mais importante. Indicamos que as pessoas se previnam e realizem o teste de identificação da doença”.

O médico ainda aponta que uma das principais dificuldades encontradas com a chegada do novo coronavírus está justamente no momento do tratamento das hepatites.

“O Coronavírus não trouxe apenas o risco ao ser contraído, mas também atrapalhou no tratamento daqueles que têm hepatite. Hoje o paciente tem dificuldade de encontrar leitos em hospitais para o se tratar, pois estes estão designados para a Covid-19”, destacou. 

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