METROREC: NINGUÉM ME AMA, NINGUÉM ME QUER  

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Por falar no gasoduto Vaca Muerta, na Argentina, o metrô de Recife manda lembranças. Recifense da gema dos mangues e reservas da mata Atlântica, vizinho dos caranguejos, sagüis e tatus, o Metrorec nasceu em 1985 no Governo do general João Batista Figueiredo.

Hoje envelhecido precocemente aos 38 anos, o Metrorec transporta no lombo, ou nos trilhos, um déficit acumulado de 300 milhões de denários. O maquinista canta a cantiga: “Ninguém me ama, ninguém me quer. Ninguém me chama de meu amor”.

O Metrorec capitalista morre de inveja do maquinista bolivariano do metrô Los Teques, em Caracas, capital da Venezuela. As conchamblanças começaram no ano 2001 no Governo do sociólogo, que fez uma oferta de gratidão de 107,5 milhões de dólares para a ditadura de Hugo Chavez.  Generosamente, o governo do guru vermelho dobrou a meta e ofertou mais 275,7 milhões de dólares, para pagamento ao deus-dará.

O ditador Nicolas Maduro ficou ancho da vida e declarou: La garantia soy Jo. Em seguida depositou um fio de bigode podre no cofre do BNDES. Sem problema: os calotes dos camaradas da Venezuela, Cuba e Moçambique serão cobertos com recursos do Fundo Garantidor de Exportações e também a grana do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

O que fazer para equilibrar as contas, reequipar as estações e modernizar os trens? O Metrorec é fundamental e imprescindível para a mobilidade urbana na capital. A CBTU e o Ministério dos Transportes fazem ouvidos surdos. Estão mais preocupados com joguetes de poder e leilão de cargos. Expandir a rede de 71 quilômetros de extensão e construir novas estações, nem pensar.

Só se for no metrô de Caracas, na Venezuela.  Privatização é palavra proibida no dialeto dos xiitas da esquerda. A menos que seja privatizar entre o compadrio do poder com direito a financiamentos graciosos para serem pagos no Dia de São Nunca.

O previsível é que o Metrorec vai continuar caindo pelas tabelas até ser vendido a  preço de banana na bacia das almas. Neste momento o BNDES está mais empenhado em formular novas receitas financeiras para socorrer os milongueiros falidos da Argentina, na base de empréstimos impagáveis para financiar exportações.

Parece delírio do mundo da Eternia, bem distante daqui, “pelos poderes de Greyskull”, mas é vero. Os socialistas ortodoxos, pintados de urucum vermelho de guerra, sonham com a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL, uma réplica da extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

O Mercosul, união de mercados para fins de exportação e importação, a exemplo da União Europeia, respeita a pluralidade democrática e significa avanço civilizatório. A simples cogitação de um bloco ideológico continental, uma réplica falida da URSS, contem teores totalitários além do horizonte.

O BNDES é uma mãe, mamãe, com os recursos públicos. Você perdeu, Zé Mané, está pagando a conta dos calotes das ditaduras comunistas. Lá vem o trem! Piuí! Piuí!

Por José Adalbertovsky Ribeiro Jornalista

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