PETROBRAS VOLTA A ERA DILMA: UM FILME VELHO COM FINAL INFELIZ

Se ainda havia dúvidas sobre o perfil econômico deste terceiro governo Lula, a demissão de Jean Paul Prates do comando da Petrobras e a escolha Magda Chambriard para a presidência da estatal dirimiu-as.

Com a decisão, o presidente Lula deixou claro: a atual gestão assumiu o modelo de Dilma Rousseff, com o viés intervencionista do PT e a visão desenvolvimentista com maior participação do Estado como pilar da economia, que já deram errado no passado.

O economista, Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria manifesta preocupação. “O Brasil não perde a oportunidade de demonstrar que não aprende com os erros do passado”, afirmou à Coluna do Estadão.

O ex-presidente da Petrobrás Jean Paul Prates disse a amigos que considerou sua demissão “humilhante” e está avaliando a possibilidade de se desfiliar do PT. Prates foi demitido pelo presidente Lula ontem à noite, na presença dos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira e da Casa Civil, Rui Costa, que defendiam abertamente sua saída do cargo.

“Não sei se ficarei no PT depois dessa”, escreveu Prates, na madrugada desta quarta-feira (15), em mensagem enviada para um amigo, à qual o Estadão teve acesso. “A forma dessa demissão foi muito humilhante. O partido não trata dos seus quadros. Está condenado a envelhecer e se perder em meio a alianças cada vez mais exigentes e perigosas”.

Lula já estava planejando demitir Jean Paul há algum tempo, mas a gota d’água ocorreu quando ele pediu uma “conversa definitiva” com o presidente por não aguentar mais ser bombardeado por Silveira e Costa. A portas fechadas, Lula disse a dirigentes do PT, mais de uma vez, que demitiria Prates porque não admitia ser enquadrado – segundo colunista do Estadão.

Por: Antonio Magalhães – Diretor de redação de O Poder

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