A Farmacêutica União Química, sob a alegação de não depender da disponibilidade do mercado internacional, como atualmente ocorre com as vacinas que serão replicadas pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz e pelo Instituto Butantan, anunciou, nesta sexta-feira (22), que pretende suprir esta lacuna, que vem impactando o começo da campanha de imunização contra o novo coronavírus.
Responsável pela Sputnik V, no Brasil, a empresa já tem produção própria em território nacional, sendo a única a fabricar o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), no País. A União Química pretende disponibilizar as primeiras doses em fevereiro, mas, para isso, precisa regulamentar a situação da Sputnik V, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa com quem esteve reunida na quinta-feira (21).
No entanto, ainda não foi durante esse encontro, que a empresa fez o pedido de uso emergencial, assim como não houve apresentação de novas documentações. A intenção da farmacêutica é conseguir a autorização para a importação de 10 milhões de doses prontas da Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.
“O que queremos é a aprovação emergencial para trazer 10 milhões de doses prontas de lá, a fim de atender rapidamente o mercado brasileiro diante dessa falta de vacina”, afirmou o diretor da empresa Rogério Rosso. Segundo o Executivo da União Química, a importação auxiliaria no atendimento imediato à demanda brasileira, até que o fármaco fabricado em território nacional ficasse pronto.
Apesar de terem acordo de transferência tecnológica, o Butantan – responsável pela reprodução da CoronaVac – e a Fiocruz – que fechou parceria para a produção da vacina Oxford/AstraZeneca, ainda dependem do fornecimento do IFA, que, atualmente, está parado na China e alega questões burocráticas – o que obrigou o Governo Federal abrir conversações para liberá-lo.
Enquanto isso, a União Química já planeja produzir, sozinha, oito milhões de doses por mês da Sputnik V. Caso não haja a liberação para sua aplicação no Brasil, a empresa negocia a venda com países vizinhos, incluindo a Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.




