Blog da Folha
Presidente estadual do Partido Liberal (PL), em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou nesta segunda-feira (12) durante entrevista à Rádio Folha, 96,7 que este ano, a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque”. Para o líder partidário, o PL tem densidade o suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político.
“Andando pelo Estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”.
Neste ano, a disputa pelo Senado Federal integra um dos principais eixos do projeto eleitoral do partido. “ Vamos ter sim candidatura ao Senado e dentro do Estado de Pernambuco, se não houver espaço para dentro do compor uma chapa, a gente tem condições de sair independente, alinhado com a candidatura nacional”.
O objetivo do PL é eleger o maior número possível de senadores para combater o que descreveu como “perseguição política no Supremo Tribunal Federal”. “O Partido Nacional quer aumentar o maior número de candidatos ao Senado para ajudar o futuro presidente, que será, não tenho dúvida nenhuma, presidente de direita no nosso país”, complementou Anderson.
O presidente da legenda no Estado destacou, a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que deve vir como nome da direita após a prisão e impossibilidade de candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não tem dúvidas que o eleitor deve protestar nas urnas contra a prisão do ex-mandatário do País.
Além disso, para 2026, Anderson Ferreira projeta eleger oito deputados estaduais – um crescimento em relação aos cinco eleitos na legislatura anterior. Já na bancada federal, a expectativa é para a eleição de cinco liberais. Ainda sobre o nome que o partido deve seguir no caminho ao Palácio do Campo das Princesas, Anderson endossou que o eleitor de direta não vai tolerar falta de postura do candidato.
O eleitor de direita vai querer essa postura e nós vamos sim dar nomes, buscando direcionamento para que a direita possa ser bem representada em Pernambuco”, afirmou. Embora o partido finque nessa decisão, Anderson afirma que o PL não deve fechar a porta para nenhum tipo de interlocução, com tanto que a sigla tenha a devida representatividade dentro da chapa;
Foto: Arthur Botelho/Folha PE




