Wellington César Lima e Silva é confirmado oficialmente para comandar o Ministério da Justiça, em uma vitória do grupo de ministros mais próximos do chefe do presidente Lula (PT). A decisão se deu após reunião no Palácio do Planalto com o ministro interino da pasta Manoel Carlos de Almeida Neto.
A nomeação de Wellington foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). A escolha contou com o aval direto de ministros do núcleo mais próximo de Lula, como: Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom). O fato de ser baiano também colaborou para que Wellington tivesse o apoio de conterrâneos no governo, a exemplo dos dois ministros e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Além deles, contou a defesa de sua indicação pelo líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Ambos mantêm relação próxima. O senador nomeou Wellington quando era governador na Bahia (2007-2014) para a Procuradoria Geral de Justiça do Estado. Na segunda-feira (12), o senador afirmou a jornalistas no Estado, que o nome do novo ministro surge “com uma certa naturalidade” e que ele tem “confiança” e “intimidade” com Lula.
Wellington César, 60 anos, era advogado-geral da Petrobras antes de ser nomeado ministro. Ele já chefiou o Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT), quando permaneceu no cargo por 11 dias. Ele deixou o cargo depois de o Supremo Tribunal Federal – STF decidir que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o posto de procurador no Ministério Público da Bahia.
À época, ele optou por permanecer no MP. Antes de ir para a Petrobras, Wellington comandou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil – SAJ , órgão estratégico responsável por análises jurídicas e pelo Diário Oficial da União, com despachos diários com o presidente A confiança de Lula no jurista se consolidou a partir de sua atuação no Palácio do Planalto e foi reforçada com a ida para a cúpula da estatal, em julho de 2024, a convite do próprio presidente.
Com a mudança, Wellington será o terceiro titular da pasta, além do período de interinidade de Manoel Carlos. A vaga foi aberta depois da saída de Ricardo Lewandowski, que pediu demissão na última semana. A troca inaugura uma nova etapa de rearranjos políticos no governo Lula em ano pré-eleitoral e sinaliza que Lula deve continuar com indicações próximas dele.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil




