Blog da Folha
Deputado estadual Alberto Feitosa (PL) não descartou a possibilidade de o PL compor com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, mas citou como um incômodo a presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), apontado como possível candidato ao Senado na chapa da chefe do Executivo estadual.
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quarta-feira (04), o parlamentar, citando a possibilidade de compor com o Partido Novo, defendeu a apresentação de candidaturas próprias do PL ao Senado e ao governo para fortalecer a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Tudo é possível. O que não é possível […] é a possibilidade de estarmos no mesmo palanque do PT e de Lula. Mas também nos incomoda muito, e até entendo que ela [Raquel] precisa colocar um ponto mais à esquerda, essa candidatura de Túlio Gadêlha”, declarou.
IINDEFINIÇÃO
Alberto Feitosa reclamou da indefinição acerca da postura do PL nas eleições para o governo estadual. Para ele, é preciso que a legenda organize um palanque para Flávio Bolsonaro, a fim de aumentar a votação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em um Estado (Pernambuco) que historicamente vota no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa composição aqui está demorando. [Mas] não vamos deixar de participar com alguma candidatura aqui no estado de Pernambuco. Tenho ouvido reuniões, isso está no processo de discussão”, afirmou.
Ao analisar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, Feitosa reconheceu que há “um pequeno favoritismo de quem está no poder, especialmente após a revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O deputado, contudo, aposta que todos os fatos serão explicados oportunamente e crê numa ampliação de votos na Região Nordeste.
“Sempre defendi que tivéssemos candidaturas a todos os cargos: governador, senador, deputado federal e deputado estadual. […] [Com isso] a gente tenta diminuir essa diferença que Lula tem aqui no Estado de Pernambuco. A gente sabe que Pernambuco, Piauí, Maranhão são redutos ainda muito fortes de Lula e, consequentemente, do PT”, afirmou, ressaltando que prevê uma eleição decidida no detalhe.
Foto – Matheus Ribeiro




