Quem ligou a TV nas últimas semanas deve ter visto uma das inúmeras propagandas do governo federal com o slogan “governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”. No entanto, não sabe que, o valor gasto em publicidade pelo Palácio do Planalto nos seis primeiros meses de 2026 foi de R$ 178 milhões.
Estas cifras de despesas foram praticadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Secom, que cuida da imagem do 3º governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os R$ 178 milhões foram investidos somente neste semestre, de 1º de janeiro a 15 de junho de 2026.
O custo se refere a pagamentos pela veiculação de propagandas sobre a administração petista em emissoras de TV, de rádio, jornais, revistas, internet, e streaming, isto, só a partir da conta do Palácio do Planalto. O valor não inclui despesas efetuadas com publicidade pelas empresas estatais e vários ministérios –um gasto que não é divulgado de forma transparente desde 2017.
Ao longo dos seus três anos anos e meio como presidente, desde 1º de janeiro de 2023, a propaganda de Lula já consumiu quase R$ 1 bilhão. Eis os gastos divididos por ano, segundo os dados mais atualizados da Secom até o momento: 2023- (R$ 175.9 milhões); 2024m- (R$ 234.9 milhões); 2025 – (R$ 365.7 milhões) ; 2026 (até 15 de junho) – R$178 milhões.
“DO LADO DO POVO”
As peças publicitárias promovendo o governo Lula abrangem 49 temas. São campanhas em geral laudatórias e com tom eleitoral, que exaltam as realizações da administração federal petista. Os comerciais mencionam programas como Pé-de-Meia, Agora Tem Especialistas, Gás do Povo, Bolsa Família, políticas para mulheres e o fim da escala de trabalho 6 X 1.
Também citam a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e a abertura de mercados no exterior. O tema com maior número de contratos firmados é a isenção do IR, que beneficia milhões de pessoas que deixaram de ter o desconto de imposto nos salários a partir de 2026.
A Secom pagou pela veiculação de 1.454 anúncios em 2026, com formatos que variam de publicações em redes sociais a depoimentos. Em alguns deles, há pessoas apresentadas como trabalhadores que dizem ter sentido alívio com a nova regra. Num dos comerciais, há uma alusão às indicações brasileiras ao Oscar falando de uma categoria imaginária de premiação chamada de “melhor vitória do povo”.
Foto – Divulgação




