GILSOM MACHADO PREVÊ IMPEACHMENT DE ALEXANDRE MORAES E CASSAÇÃO DE ALCOLUMBRE
Folha PE
Deputado federal eleito Gilson Machado (Podemos) afirmou que os próximos quatro anos deverão ser de intensa movimentação no Congresso Nacional. Temas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a cassação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deverão rondar a pauta legislativa.
Segundo Machado, o ministro Alexandre de Moraes deverá ser o primeiro nome do STF a encarar um processo de impeachment. E não deverá parar nele. “Dois ministros ultrapassaram todos os limites, inclusive Flávio Dino – para quem o presidente Lula (PT) ligou de um palanque eleitoral, o que é totalmente vedado pela Constituição.
Contra Alexandre de Moraes tem mais de 100 pedidos de impeachment e, ele sabe disso. O primeiro deve ser ele”, revelou Gilson. “Quando Luís Roberto Barroso era presidente do STF, ele disse: ‘Nós derrotamos o bolsonarismo”. Quer dizer, o STF decidiu participar da eleição.
“E, as urnas deram ‘não’ ao STF no domingo. Eles agora estão procurando parlamentares, com medo do provável impeachment de mais de um ministro. Eles estão vendo que perderam a eleição, que tentaram interferir e as urnas disseram ‘não’. Agora é muito tarde, os ministros do STF vão ter uma surpresa”, disparou
Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o futuro parlamentar revelou que outro sentimento na bancada federal é pela cassação do presidente do Senado. “Alcolumbre segurou 100 pedidos de impeachment. Poderia ter pacificado o país e não o fez, e ele tem uma relação que precisa ser investigada com o presidiário Daniel Vorcaro.
“Além de uma relação de bordéis com mulheres estrangeiras, inclusive financiadas pelo próprio Vorcaro. Muita coisa está vindo à tona e a gente vai ter que arrumar um bom sofá para assistir à TV Câmara e à TV Senado, que serão as maiores audiências da TV brasileira no ano que vem”, disse Gilson Machado.
Outro alvo de reformas, de acordo com Gilson, deve ser a Constituição Federal. Homologada em 1988, a Carta Magna completará 40 anos no meio da próxima legislatura e deverá sofrer diversas modificações. “Participei da Constituinte de 1988, eu era assessor de meu tio, o ex-deputado constituinte Gilson Machado.
Acho que a nossa Constituição já passou do prazo de validade. Ela foi feita na época do sistema analógico, na época era jornal. Hoje tem as redes sociais, tem muita coisa para ser ajustada, não apenas na parte de tecnologias, de licenciamento ambiental superando o interesse social”.
“Tem várias coisas que precisamos peitar, como também modernizar no Brasil, como as relações de trabalho, como é no mundo todo. O brasileiro hoje quer trabalhar nos Estados Unidos. Mas vê se tem americano querendo ser CLT? Acho que uma nova Constituição seria muito salutar nesta época, agora”, pontuou
Foto: Roberto Castro




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