Apesar de demonstrar gratidão pelo tempo que compôs o quadro político do MDB, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), critica a permanência da sigla na Frente Popular encabeçada pelo PSB, sendo esse, um dos motivos pelo qual resolveu migrar para o partido Democratas.
Antagônico à sigla socialista e possível concorrente dela, na disputa eleitoral pelo governo do Estado no próximo ano, Miguel demonstra esperança de que a legenda esteja em possível palanque do mais novo Democrata. Infomações são do Blog da Folha.
“Fica meu agradecimento por essa travessia, foi no MDB que me reelegi prefeito, então evidentemente, o MDB faz parte, mesmo que de maneira curta, da minha trajetória política.
Agora, é uma pena porque eu acredito que o MDB pode muito mais do que é hoje, tendo 22 prefeitos, mais da metade desses prefeitos não querem aliança com a Frente Popular.
Infelizmente o presidente Raul – respeito sua opinião – mas ele decidiu manter e, é algo que eu vejo que não tem serenidade – e não tem futuro para o MDB do ponto de vista de ampliar a sua bancada estadual e federal e dar as condições de trabalho para seus prefeitos, vice-prefeitos e afins.
Mas aí… já não faço mais parte do partido, não cabe a mim continuar julgando, apenas agradecer e, quem sabe, o MDB não venha fazer parte da nossa aliança ano que vem”, ponderou.
Durante entrevista à Rádio Folha FM 96.7, na manhã desta quarta-feira (01), Miguel comentou que tem conversado com o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, para uma possível composição de chapa em 2022. Segundo ele, ambos têm muitas convergências políticas que os aproximam e possibilitariam a união de ambos.
“Luciano tem um papel fundamental não só no campo estadual como nacional, a própria posição que PSL protagoniza, mas a gente vem conversando , temos muitas convergências políticas que podem sim nos aproximar – mais aproximar que nos separar, então, nós temos até julho do ano que vem para fazer as alianças e, claro que não fazemos uma aliança do dia para a noite”, afirmou.
Questionado se essas conversas com Bivar incluiriam um possível afastamento dele. do presidente da República, Jair Bolsonaro, Miguel Coelho afirma que em nenhum momento, no diálogo entre eles, o nome do Chefe do Executivo Nacional entrou em pauta.
Foto: Guga Mattos
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