Dedico este artigo ao meu colega o jurista Ruy Barbosa: De tanto ver triunfar as sumidades, de tanto ver prosperar a honra e a operação LavaJato, o Homo Sapiens chega a ter vergonha de ser desonesto.
O bicho-grilo Adalbertovsky abriu seu coração nas montanhas da Jaqueira. Durante a operação cardíaca, ele revelou: “Meu voto secreto é escancarado: estou com Sergio Moro para presidente da República e não abro nem para a variante Ômicron, nem para a variante Delta, nem para a mãe de pantanha.
Seja dito em torno da operação LavaJato: corrupção é fator dinâmico de exclusões sociais, injustiça, concentração de renda e inibidor do desenvolvimento. Não se combate corrupção com luvas de pelica”.
“A realidade institucional do “Brazil” vai além do lendário pesquisado pelo mestre Luís da Câmara Cascudo. Reza uma das principais lendas: Todos são iguais perante a lei. Prefiro a lenda do Boto Cor de Rosa”.
“Animal elegante e comunicativo, nas noites de lua cheia o boto se transforma num jovem galanteador e assim comparece às festas de São João e São Pedro. Em busca de jovens casamenteiras, conquista a donzela mais formosa da noite. Sob a promessa de casamento, conduz a inocente à sua alcova para degusta-la no fundo do rio”.
“Seduzida a abandonada, a ex-donzela volta à realidade e vai viver na rua da amargura. Assim também os vivaldinos vivem a propagar a lenda de que os pobres Zés Manés e as Maricotas são iguais perante a lei”. A cantoria do bicho-grilo Adalbertovsky está publicada no Menu Opinião.




