Com a aproximação do período chuvoso, mas ao mesmo tempo em que as precipitações ainda são leves, já é possível encontrar no Recife ruas e casas alagadas, observou o vereador Felipe Alecrim (PSC) .
“Nem choveu tanto, mas é comum receber vídeos e fotos de pessoas mostrando ruas onde elas moram e trabalham. É impressionante, mas já estão inundadas”, disse, na reunião plenária que a Câmara Municipal do Recife realizou, de forma híbrida, na manhã desta segunda-feira 14).
Apesar disso, segundo o Vereador, não há um política pública “efetiva e eficiente” para evitar as consequências do período chuvoso. “Em muitos bairros do Recife, como Afogados e Jiquiá, as inundações ocorrem mesmo em dia de sol forte”.
“Basta que a maré esteja cheia para que as casas e ruas sejam inundadas. E haja transtorno”, denunciou. Ele disse que o seu gabinete vem realizando um projeto de visitas às comunidades para averiguar as necessidades da população.
“Este projeto é o Gabinete na Rua. Através dele já fomos ao Vasco da Gama e a quase toda Casa Amarela. Chegando lá, constatamos que as ações tomadas pela Prefeitura do Recife não são suficientes para minimizar os problemas. Infelizmente os bairros mais pobres e humildes são os que mais sofrem com a falta de política de drenagem e de escoamento de águas”, disse.
O Vereador afirmou ainda, que esteve com a sua equipe na Rua Tupira, no Vasco da Gama, onde houve um deslizamento de barreiras. “Graças a Deus ocorreu sem graves consequências”.
Será que teremos que esperar por acidentes graves para que a Prefeitura do Recife tome providências, com ações efetivas e eficientes?”. Em sua opinião, é preciso “cuidar do asfalto das ruas, dimensionar o sistema de drenagem de esgotos e realizar tratamento de lixo”.
Para Felipe Alecrim, faz-se necessário, ainda, uma política habitacional “que viabilize saídas de moradores de áreas de zona de risco” e que a Prefeitura do Recife também faça a “conscientização das pessoas para que não joguem lixo na rua, evitando assim o entupimento de bueiros e os alagamentos”.
Parlamentar acrescentou que o seu gabinete já elaborou “inúmeros requerimentos cobrando ações efetivas nesse sentido”. Ele finalizou dizendo que a Prefeitura do Recife gasta muito dinheiro com comerciais, quando poderia investir em mais ações para evitar os problemas de moradia.
“A PCR tem um orçamento superior a R$ 50 milhões para realização de propaganda. Ano passado gastou mais com propaganda do que com os projetos habitacionais”, criticou.




