Para o consultor André Castellini, sócio da Bain & Company e especialista no setor aéreo, a tendência é de que as passagens aéreas continuem altas nos próximos meses, a não ser que a cotação do petróleo caia significativamente ou que o real se valorize, o que é pouco provável.
Castellini diz que, dado o custo atual das empresas, o preço dos bilhetes está em um patamar mínimo para a manutenção das operações.
“Os resultados apresentados pelas companhias no terceiro trimestre mostram que o preço das passagens está no nível necessário para que elas não queimem caixa, mas não está remunerando o capital nem alcançou um patamar suficiente para pagar as dívidas”, analisou o consultor.
Diante desse cenário, as companhias não têm ampliado de forma significativa a oferta de voos, numa estratégia de manter as passagens mais disputadas e, portanto, os preços mais elevados.
Apesar de terem aumentado o número de destinos atendidos, a frequência dos voos não acompanhou o ritmo. Castellini avalia que, se a alta do preço das passagens estivesse resultando em maiores lucros para as empresas, suas ações valeriam mais.
Hoje, no entanto, o papel da Gol custa 14% do preço pré-pandemia; o da Azul, 16% e o da Latam – companhia que recém saiu de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, – 7%
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