Foi dentro da comunidade do Conjunto Muribeca, em Pernambuco, que nasceu a iniciativa do Prol Educa. A empresa foi fundada em 2015 por três jovens da periferia – Petrus Vieira, Pettrus Nascimento e Manuella Nascimento – que vivenciaram na pele a diferença que o acesso à educação de qualidade faz na vida das pessoas.
A Prol Educa foi criada com o objetivo de oferecer uma oportunidade para jovens da periferia mudarem de vida, por meio do estudo em escolas particulares. Em 7 anos de atuação, a iniciativa já conseguiu impactar e influenciar mais de 11 mil alunos em oito estados do Brasil.
Em 2022, eles tiveram mais de 50 mil acessos e mais de três mil inscrições. Para as escolas, foram mais de R$ 8 milhões que entraram por meio de matrícula e mensalidade desses alunos. “Somos um caso vivo do Prol Educa. Eu fui bolsista e vi a grande transformação da educação na minha vida”.
“O meu sócio também foi transformado por ser bolsista. Temos vários relatos de pessoas que nos procuram para conseguir bolsa de estudos e depois nos contam que isso mudou a realidade deles”. Nosso objetivo é esse, queremos ajudar quem precisa, diminuir a desigualdade social e alavancar a minoria”, relata Petrus Vieira.
Recentemente, a Prol Educa recebeu investimentos do Anjos do Brasil, da GVAngels, do Investe Favela e da Google Black Founders Fund. Este último, além de ser uma startup, é uma iniciativa que apoia empresas que geram impacto social e são lideradas por negros. Com esses recursos, a Prol Educa espera expandir sua atuação para todo o território nacional. No ano passado, a empresa foi avaliada em R$ 5 milhões.
FUNCIONAMENTO
Para incluir os jovens nas escolas particulares, a startup conversa com instituições e fecha parceria para preencher vagas que estão em aberto, através de bolsas de estudos ou com valores mais acessíveis. O projeto conta com mais de mil instituições parceiras, sendo 80% escolas, 10% cursos técnicos, 5% escola de idiomas e 5% graduações.
Com o objetivo de garantir a adesão do estudante, o Prol Educa busca fidelizar o aluno com estratégias, como não permitir a possibilidade de transferência de curso ou de turno, nem desistência.
Além disso, a startup também orienta sobre o pagamento pontual à escola parceira, pois, em caso de atraso da mensalidade, o benefício é retirado. Todos esses pontos são determinados para manter o vínculo com a instituição de ensino e também garantir que eles permaneçam na escola.
Foto – Divulgação




