Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apagou de seu canal oficial no YouTube a transmissão do evento do Dia do Trabalhador, em São Paulo (SP), durante o qual o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu votos para o pré-candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL).
A transmissão do evento desta quarta-feira (1º), no entanto, segue disponível no canal de Lula na plataforma de vídeos. Pedidos de voto são vedados pela lei eleitoral antes do início oficial da campanha. Ao Estadão, o ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), disse que Lula não pediu votos e que a fala do presidente está dentro da lei.
“Esse jovem (Boulos), ele está disputando uma verdadeira guerra aqui em São Paulo. Ele está disputando com o nosso adversário nacional, ele está disputando contra o nosso adversário estadual e ele está disputando contra o nosso adversário municipal”.
Outros pré-candidatos que se opõem ao psolista pediram que o Ministério Público investigue o caso, como Marina Helena (Novo), Kim Kataguiri (União Brasil) e o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB).
Até mesmo dentro da base aliada há reclamações: o presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), acusou Lula de usar “a estrutura do governo” para fazer “campanha contra o MDB, partido com três ministros” no governo do presidente.
“Então ele está enfrentando três adversários e, por isso, eu quero dizer para vocês, ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições”, disse Lula em cima do palanque montado em Itaquera, na Zona Leste da capital.
E eu vou fazer um apelo, cada pessoa que votou no Lula, em 1989, em 1994, em 1998, em 2006, em 2010 e em 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo”, completou o presidente da República. A fala do presidente suscitou reações imediatas, com adversários acusando-o de romper a lei eleitoral ao fazer campanha antecipada em favor de Boulos, que é deputado federal pelo PSOL de São Paulo.
Outros pré-candidatos que se opõem ao psolista pediram que o Ministério Público investigue o caso, como Marina Helena (Novo), Kim Kataguiri (União Brasil) e o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB).
Até mesmo dentro da base aliada há reclamações: o presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), acusou Lula de usar “a estrutura do governo” para fazer “campanha contra o MDB, partido com três ministros” no governo federal.
Foto : Ricardo Stuckert / PR




