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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

POLÍTICA

DANIEL COELHO DEFENDE MAIS DE UMA CANDIDATURA DE OPOSIÇÃO NO ESTADO EM 2022

Por Luzimar Dias

Deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) afirmou no Programa Manhã da Clube, que o ideal para a oposição pernambucana ter chances maiores, na próxima eleição, para governo do Estado é ter mais de um palanque. Ele expôs sua opinião durante entrevista ao comunicador Rhaldney Santos.

Segundo o Parlamentar, a estratégia de ter mais de um nome concorrendo seria a ideal para chegar a um segundo turno e dar a oposição uma chance maior de vitória. “Não é desunião, isso é estratégia coletiva combinada, para garantir segundo turno e debates mais longos”, comentou. O deputado afirmou que a oposição em Pernambuco tem força o suficiente para fazer dois palanques em 2022.

“Acho que nesse cenário o ideal é que nós – a oposição, tivéssemos duas candidaturas – uma chance maior de vitória”, ressaltou. De acordo com o Deputado, se a oposição lançar apenas uma candidatura, as chances de um segundo turno são menores e a eleição seria mais fácil para os atuais governantes. “Fazer um palanque único quando a gente sabe que no campo governista eles estão unidos, é jogar no interesse individual e não de quem quer ganhar a eleição”, comentou.

Daniel Coelho lembrou que existem nomes suficientes para lançar duas chapas, além de uma candidatura ao Senado. “Assim as pessoas têm mais opção de voto”, firmou. Ele também comentou sobre a posição da deputada Marília Arraes (PT). Disse que, se ela quisesse fazer parte da oposição, teria que deixar sua legenda, visto que, o PT já estaria firmado com o PSB para 2022. “Ela vai ter que sair do PT. Não considero o PT como oposição, para mim, está fechado com o governo”, ponderou.

CENÁRIO NACIONAL

Assim como outras lideranças entrevistadas pelo programa anteriormente, Daniel Coelho afirmou a necessidade de uma “terceira via” para as eleições nacionais de 2022. “Precisamos achar um nome que consiga enfrentar esses dois : Lula e Bolsonaro”, comentou. Para o deputado, nem o ex-presidente Lula (PT), nem o atual presidente Bolsonaro (Sem partido) representam uma boa opção de voto, nas próximas eleições.

Um possível terceiro candidato ainda não surgiu, ressaltou o político. “Não consigo ainda ver clareza de pauta de agenda dos nomes cotados. Você não tem como avançar contra Lula e Bolsonaro se não tem clareza e se as pessoas não sabem quem você é”.  “É difícil encontrar um nome quando se tem candidatos de peso como Lula e Bolsonaro”, ponderou. Para ele, sem uma terceira opção a vantagem maior seria do ex-presidente Lula, principalmente pela forma com que Bolsonaro tem lidado com a pandemia – o que diminuiu consideravelmente a sua popularidade.

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