HOJE É DIA DE LUTA E NÃO ROMÂNTICO DIZ ALMIR REIS AO PARABENIZAR MULHERES ADVOGADAS

O Dia internacional da mulher é uma data marcante e que motiva uma série de debates. No âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil, ainda que tardiamente, o Conselho Federal da instituição deu um passo importante estabelecendo a paridade de gênero na composição das chapas para as eleições que ocorrerão em novembro deste ano.

Cuida-se de um ganho não apenas para o sistema da OAB, mas para a sociedade como um todo. As mulheres representam mais da metade da estrutura da advocacia brasileira. E esperar que existisse uma transformação por vias orgânicas do status quo, numa sociedade historicamente desigual como a brasileira, seria adiar indefinidamente a busca pela equidade de gênero na direção da instituição, escreveu o advogado Almir Reis, professor e líder do movimento A Ordem é Renovar

Em que pese a aplicabilidade imediata da paridade de gênero, os desafios não findam aqui. É preciso ter muito cuidado com o uso das bandeiras igualitárias apenas como pano de fundo para fins eleitoreiros. Apesar da causa ser nobre e praticamente consensual desde sempre, comenta-se nos bastidores que a mudança ocorreu em ano eleitoral da entidade na tentativa de suavizar a péssima avaliação da atual gestão, junto à advocacia militante, permitindo a criação de uma pauta positiva que venha a garantir a perpetuação de alguns dirigentes na direção da entidade.

Importante registrar que o atual quadro de diretores do Conselho Federal da OAB é composto exclusivamente por homens. Agora, nas vésperas das eleições, os mesmos diretores que excluíram as mulheres da posição de protagonismo na eleição interna ocorrida em 2019, agora defendem “misteriosamente” que a participação delas em todas as posições da OAB é imprescindível, inclusive em posição de igualdade com os homens.

Não existe dúvida de que a diversidade na composição do corpo diretivo de uma instituição tão relevante como a OAB é pauta que urge! A entidade levou quase 90 anos para visualizar o óbvio. E quando o fez nos parece que o objetivo passa longe de reconhecer o inquestionável protagonismo da mulher advogada. A participação feminina em cargos de comando deve ocorrer independente de interesses eleitorais.

“Não se admite a existência de uma gestão que não apoie o empoderamento da mulher, que não entenda o quanto as mulheres abrilhantam os debates em suas áreas de expertise. Elas são (e sempre foram) indispensáveis para uma gestão mais criativa, plural e democrática” disse o Advogado.

“Hoje, num dia tão marcante para as mulheres, o movimento que tenho o prazer de liderar assume um compromisso irrestrito com a mulher advogada. E não só na ocupação de posições. O protagonismo que é tão necessário (não só no papel) finalmente avizinha-se! Chegou a hora de elas terem vez e voz”!

Com informações assessoria de imprensa.

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