INSTITUIÇÃO CONTRATADA PELA PREFEITURA USAVA FUNCIONÁRIO COMO “LARANJA” DIZ PF

Polícia Federal de Pernambuco – PF informou em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (16), detalhes da Operação Desumano, desencadeada com base em relatório encaminhado pela Controladoria Geral da União – CGU.  De acordo com documento da CGU, há indícios de uma possível montagem de processos na contratação do Instituto Humaniza, pela  Prefeitura do Recife .

  Segundo a Polícia Federal, a organização social tinha como presidente Jairo Flores, funcionário do empresário Paulo Magnus e recebia uma renda declarada de aproximadamente R$ 2 mil, além de participar de uma sociedade com o empresário em outro estabelecimento. PF informou  também que, o Instituto contratou diversas empresas –  sendo que, algumas não existem e outras são de propriedade do empresário. Estas empresas teriam sido contratadas para atuar nas áreas de informática, terceirizações para gestão dos hospitais de campanha da Imbiribeira, no Recife e no Município de Jaboatão dos Guararapes.


“O Instituto Humaniza não tem capacidade operacional para gerir os serviços dos hospitais, uma vez que o patrimônio social  da empresa é  de R$ 18 mil.  No ano de  2018,  onze funcionários foram contratados no valor de R$ 11 milhões. Então, eles não teriam nem base patrimonial para gerir uma quebra de contrato com a prefeitura. Isso demonstra em clara evidência,  que o senhor Jairo Flores é um laranja que atua em nome do senhor Paulo Magnus , justamente nessa organização,  para desviar recursos públicos. Nós estamos investigando se, as empresas que participaram existem e, se elas realizaram os serviços”,  disse  o coordenador da Operação, Orlando Neves.

  Também foi constatado, segundo o superintendente da Controladoria-Geral da União,  Fábio Araújo, o Instituto não apresentava  comprovação de experiência no gerenciamento  de  hospitais. “O Instituto passou a ser uma organização social porque precisava desta titulação. Documentos mostram que isto, já havia sido acordado bem antes, da mudança  social. O que chamou a atenção, é que, o Instituto não tinha experiência em gestão hospitalar, nem  contratos anteriores condizentes com a responsabilidade que representa gerir a área de saúde de municípios como: Recife e Jaboatão. Esse mesmo instituto teve uma contratação negada pelo Governo do Estado pela falta de experiência na área”,  explicou Fábio Araújo.

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