PF DIZ QUE BETO ACCIOLY RECEBEU DINHEIRO DE ESQUEMA FRAUDULENTO QUANDO ERA DEPUTADO

Polícia Federal – PF confirmou nesta quarta-feira (17), ter indícios com relação  às investigações  da Operação Casa de Papel, do recebimento de mais de R$ 290 mil por funcionária do gabinete do ex-deputado Beto Accioly (PP), na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O montante viria de um esquema de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro investigado pela PF e pela Polícia Civil de Pernambuco, envolvendo o empresário Sebastião Figueiroa.  

  A Casa de Papel investiga esquema de fraude em concorrência de dispensa de licitação por parte da AJS Comércio e Representações,  de propriedade de Figueiroa.  Para a PF, o empresário seria sócio de Beto Accioly. O ex-parlamentar deixou a legislatura em fevereiro de 2019, para assumir o cargo de gerente-geral de Governo da Secretaria de Governo e Participação Social da Prefeitura do Recife.

“Os primeiros indícios de ligação com o grupo econômico datam de 2018 e são os seguintes:  na sua declaração das despesas de campanha apresentada ao TRE/PE, consta a doação de R.174,00 da Unipauta  Formulários LTDA. Vencido a eleição para deputado estadual – Fabiana Cristina Oliveira Rabin e Fábio Ricardo de Oliveira Rabin, os sócios formais da AJS Comércio  e Representação  LTDA –  passaram a exercer funções comissionadas  no   gabinete do  então deputado  Accioly ”,  diz o  texto da  CGU, na decisão  judicial. 

  A Unipauta e a AJS, segundo as investigações, são duas empresas laranja de Sebastião Figueiroa.  Fabiana Rabin é a atual companheira de Figueiroa e tem um filho do empresário. A PF aponta ainda  que, outra  mulher chamada Ivana Elen Rodrigues Pereira, também comissionada no gabinete de Accioly  – teria recebido quatro transferências bancárias de Figueiroa,  no montante de R$ 290.445,00. 

 “No presente momento, AJS Comércio e Representação Ltda. é justamente a principal suspeita de falsidade ideológica e contratações superfaturadas pelas prefeituras do Recife, Cabo de Santo Agostinho, Olinda e Paulista, nas dispensas de licitação para o combate à Covid-19. Essa narrativa realmente sinaliza a possibilidade de um relacionamento escuso, entre o Ex-deputado e o grupo empresarial, pelo menos desde 2018, remanescendo até hoje”. 

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