PL DE MICHELE COLLINS PROÍBE USO DE “LINGUAGEM NEUTRA” EM ESCOLAS DO RECIFE

 Vereadora Michele Collins (PP) apresentou Projeto de Lei – PL proibindo o uso da “linguagem neutra”, do “dialeto não binário” ou de qualquer outra forma de linguagem que modifique a utilização da Norma Culta nas instituições de ensino do Recife. iniciativa estabelece que, estudantes  das  redes  pública  e  privada  de  ensino  do  Município  do  Recife devem aprender a língua portuguesa de acordo com a “norma culta”.

A proposição foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (18). A matéria foi encaminhada para as comissões da Câmara de Vereadores do Recife. O PL vai tramitar nas comissões de Justiça, Finanças, Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Casa José Mariano. Contudo, ainda não há previsão de votação.

O descumprimento pode acarretar punições que vão desde a advertência, até multa entre R$ mil e R$ 3 mil, ao estabelecimento de ensino. Já o descumprimento por parte do administrador público poderá acarretar a abertura de procedimento administrativo para “apuração de responsabilidades”.

Na justificativa do Projeto, a Vereadora diz que a linguagem neutra usa uma “bandeira equivocada” para alterar a língua culta. “Trata-se de uma forma de linguagem que objetiva alterar a utilização de vogais temáticas, sob a bandeira equivocada de luta pela democratização da linguagem”.

“O assunto é considerado, já que é amparado na ideia de que metodologias devem ser alteradas, para que não se utilizem determinadas expressões masculinas, por meio de investidas, no nosso entendimento, erradas de alterar a Língua Portuguesa. Nesse sentido, é estabelecida uma identificação artificial de gênero “neutro”, substituindo-se o artigo “o” por “x” ou outro símbolo que supostamente elimine a marcação binária de sexo masculino ou feminino”.

Segundo Michele, a linguagem pode comprometer o aprendizado de “determinados alunos”. “Além de não ter alicerce linguístico, a “linguagem neutra” busca eliminar o uso do gênero masculino para sinalizar um grupo de indivíduos. É importante registrar que a Língua Portuguesa é oriunda do Latim, que deu origem ao nosso idioma, e, portanto, não pode ser considerada preconceituosa ou machista.

Ademais, essa neolinguagem vai comprometer a aprendizagem de determinados alunos, como autistas e crianças com deficiência visual, que terão de se readaptar à leitura em decorrência da falta de padronização quanto ao uso da Norma Culta”, criticou Michele Colins .

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