PRESIDENTE: “VALOR DO AUXÍLIO EMERGENCIAL É POUCO, MAS É O QUE PODEMOS DAR”

Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), admitiu nesta sexta-feira (19), que o valor da segunda rodada de Auxílio Emergencial não é o ideal, mas era o máximo que poderia oferecer para não exceder no endividamento do País. Ontem o governo divulgou as regras do benefício que atenderá desempregados e trabalhadores informais afetados pela nova onda da pandemia de Covid-19.

Serão quatro parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375, valor inferior às parcelas de R$ 600 do ano passado. Pouco, mas é o que a nação pode dar. São R$ 44 bilhões de endividamento”, disse Bolsonaro em trecho de uma conversa com apoiadores divulgada pelo seu assessor especial Tenente Mosart Aragão no Twitter.

Apesar de o Congresso ter autorizado a liberação de R$ 44 bilhões para o auxílio, com a aprovação da PEC Emergencial, o governo afirmou que o programa custará R$ 43 bilhões, incluindo os custos operacionais. O Presidente tem sido criticado pela oposição devido demora na aprovação de uma nova rodada do Auxílio Emergencial e pela diminuição do valor. A previsão é que o pagamento tenha início em abril.

Serão beneficiadas 45,6 milhões de pessoas, 22,6 milhões a menos do que no Auxílio Emergencial de R$ 600, pago em meados do ano passado (68,2 milhões de pessoas). Só vai ter direito ao novo auxílio quem já recebeu no ano passado e, portanto, já está inscrito nos cadastros públicos usados para a análise dos pedidos. Quem não faz parte dos cadastros não receberá o benefício, visto que não haverá novas solicitações.

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