Deputado Antônio Moraes (PP) defendeu nesta segunda-feira (13), posição da governadora Raquel Lyra (PSDB), com relação a sanção da lei que extinguiu as faixas salariais da Polícia Miltar e Copro de Bombeiros. “Fez o que era possível para atender aos policiais e bombeiros, com o fim das faixas salariais”.
“Eu tinha convicção de que a oposição não contava com 25 votos para aprovar a emenda de Gleide Ângelo (deputada oposicionista do PSB e que sugeriu mudança no projeto do Estado). Não aprovada a proposta dela, a votação seria do projeto original e muitos dos deputados que votaram contra seriam a favor”. Informações são do Blog da Folha.
“Caso contrário, as categorias perderiam o fim das faixas e o reajuste. Era um pleito antigo. Em 2017 foram implementadas as faixas e logo em 2018 já começou um movimento dentro da Polícia Militar (PM) para que fossem extintas. Infelizmente isso não aconteceu, disse o Parlamentar.
IMPACTO
“Qualquer aumento na PM tem uma repercussão financeira muito grande, porque é um contingente de ativos e inativos de mais de 50 mil pessoas. Por menor que seja um reajuste, gera impacto, inclusive nas questões administrativas e operacionais. Fazer a promoção, por exemplo, de 30 ou 40 mil homens da ativa não é uma coisa fácil. Ocorrem pedidos, recursos, anexação de cursos, então, oparacionalmente também não é fácil”.
“Eu não considero que houve desgaste. Acho que a governadora Raquel Lyra (PSDB) cumpriu o que tinha prometido na campanha. Ficou muito claro que o fim das faixas salariais implicaria em uma despesa de R$ 1 bilhão e isso não foi questionado por ninguém. Houve uma discussão mais pelo lado político, porque tanto o PL quanto o PSB criaram todo o tipo de obstáculo”.
“Todo o aparato regimental que eles tinham, eles utilizaram para protelar isso até o fim. Mas eles sabiam, por terem deputados experientes tanto no PSB quanto no PL, que era inconstitucional a Assembleia gerar despesa de pessoal para o Poder Executivo. No final, ficou provado que o projeto era bom, tanto é, que recebeu 41 votos”.
“Houve acusações de falta de diálogo com os policiais. Mas esse diálogo acabou em 2017. Naquele ano, as associações deixaram de negociar diretamente com a Secretaria de Administração e dialogar com o Governo. Isso passou a ser feito pelo comando. Se era tão fácil resolver a questão das faixas salariais, porque o PSB não resolveu? Teve sete anos para isso”, lembrou o Deputado.
“Vontade eu tenho convicção de que eles tiveram para resolver. O que eles não tinham era recurso. A governadora Raquel Lyra conseguiu dentro de um ano equilibrar as contas de Pernambuco e a partir daí ela fez uma previsão dentro do Governo para atender essa demanda, que era tão importante”.
“Para quem tinha há três meses dez deputados, o Governo do Estado, agora teve 26 votos favoráveis. Então, melhorou bastante. Mas precisa ampliar esse diálogo com a Casa, conversar mais, dar mais informação aos deputados que fazem a defesa do Governo, para que possam rebater todas as críticas feitas no Plenário ou nas comissões”, destacou o progressista.
“É necessário melhorar, mas já houve um avanço grande se você comparar. Houve 26 votos favorávei sob pressão grande, com as galerias lotadas e dando vaias, mas a bancada foi coesa e votou pelo que entendia que era possível ser feito” explicou.
“O PP é valorizado, na gestão Raquel Lyra. Acredito que vai ser mais ainda, até porque nós temos uma bancada com dez deputados. São oito oficialmente e mais dois que hoje votam seguindo a orientação do partido. O PP tem sido leal à Governadora, na Assembleia, ressaltou.
“Vai vir aumentos para a Polícia Civil, saúde e educação. Estão sendo discutidos na mesa de negociação da Secretaria de Administração. Mas vale salientar que o Governo Federal não deu um centavo de aumento para ninguém”.
E, ela (a Governadora) vai dar para todas as categorias, dentro daquilo que for possível e respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Estamos dialogando. Tenho conversado muito com Áurio Cisneiros (presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco), concluiu Antônio Moraes
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