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A eleição municipal deste ano foi uma prova de fogo para a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), que, como principal liderança política do Estado, precisava mostrar força nas urnas para pavimentar o caminho para a reeleição.
Missão que ela cumpriu logo no primeiro turno, ao eleger mais de 120 prefeitos aliados. Faltava apenas o desafio de ganhar maioria na Região Metropolitana do Recife (RMR). Não falta mais. Com as vitórias, neste domingo (27), de Ramos (PSDB) e Mirella Almeida (PSD), em Paulista e Olinda, únicas cidades em Pernambuco em que a eleição foi decidida no segundo turno, Raquel conseguiu eleger oito prefeitos aliados na RMR.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem quatro aliados na RMR, além do próprio Recife. No Cabo de Santo Agostinho, a vitória de Lula Cabral (Solidariedade), aliado de Campos, está sub judice. É importante ressaltar o papel fundamental da Governadora nas duas vitórias conquistadas no segundo turno.
Raquel esteve na linha de frente das duas campanhas, sendo a grande protagonista dos atos políticos. Em Paulista, ela comandou a onda azul que levou Ramos a uma vitória sem sustos. No caso de Olinda, onde a eleição foi mais polarizada e as pesquisas indicavam um cenário incerto no segundo turno, a Governadora conduziu Mirella à virada.
No fim das contas, Raquel Lyra contabiliza, também, além da vitória pessoal em Caruaru, onde Rodrigo Pinheiro (PSDB) foi reeleito no primeiro turno, um grande feito para o PSDB. Seu partido, que quatro anos atrás tinha vencido em apenas cinco municípios pernambucanos, contabiliza, agora, 33 prefeituras no Estado. Enquanto isso, o PSB, de João Campos, que tinha 53 prefeituras em 2020, agora tem 31.
Foto: Hesíodo Góes




