Poder360
A principal mensagem das eleições municipais de 2024 é que o brasileiro se comporta de forma diversa quando faz escolhas locais e nacionais/estaduais. No plano nacional, desde a volta das eleições diretas para presidente, o País teve 9 votações.
Em quatro delas (1989, 1994, 1998 e 2018) a vitória foi de candidatos de centro ou de direita. Em outras cinc disputas (2003, 2006, 2010, 2014 e 2022), a esquerda levou o Palácio do Planalto. Há equilíbrio nessa divisão – que também se repete com governadores de Estado.
De 1988 até hoje foram 10 eleições para prefeitos e vereadores. O PT, principal partido de esquerda, nunca liderou o ranking de eleitos. A melhor posição petista foi em 2012, num modesto 3º lugar. Depois, foi ladeira abaixo.
Agora, em 2024, o PT conseguiu a eleição de 252 prefeitos (nos 1º e 2º turnos) e está na 9ª colocação. A democracia brasileira pós-ditadura é jovem. Completará só quatro décadas em 2025, mas esses 40 anos já dão ao País uma ideia clara da preferência dos eleitores ao decidir sobre temas locais, das suas cidades – a alternância é menor do que em cargos mais relevantes da República.
A curva de prefeitos eleitos conforme a posição ideológica de seus partidos mostra uma liderança constante de agremiações de direita e de centro, nos municípios. O melhor desempenho da esquerda foi em 2012 – ainda assim, foram só 1.544 prefeitos de esquerda contra 4.024 de centro ou de direita.
Logo depois de 2012, esse momento bom da esquerda evanesceu. O país enfrentava uma administração ruinosa na economia no plano nacional (sob a petista Dilma Rousseff) e uma série de escândalos desvendados pela operação Lava Jato. Os quadros esquerdistas entraram em uma espiral de queda que foi confirmada nas eleições de 2024.
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