Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE mostram que seis Estados do Brasil têm mais trabalhadores informais do que formais: Maranhão, Pará, Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará. Todas as unidades da Federação do Norte e do Nordeste registram taxa de informalidade acima da média nacional, que é de 37,8%.
Os percentuais são do 3º trimestre de 2025 e constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Pnad Contínua. A taxa de informalidade é a proporção de trabalhadores que não têm carteira de trabalho assinada e outros direitos trabalhistas, como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário, em comparação com o total de ocupados
Também entram no contingente de informais os empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares. A taxa do Maranhão é de 57%, com 1,5 milhão de informais entre 2,7 milhões de ocupados. Os estados que têm mais da metade dos trabalhadores em situação informal são: Pará ( 56,5%; Piauí (52,7%); Amazonas (51,5%) ; Bahia ( 51,5%) e Ceará – 51,1%.
Além destes Estados, há 17 unidades da Federação com taxa acima da média nacional (37,8%). São Paulo (29,3%), Distrito Federal (26,9%) e Santa Catarina (24,9%) têm os menores níveis de informalidade. Em números absolutos, São Paulo – o Estado mais rico do país – tem o maior contingente de informais: 7,1 milhões de pessoas.
A explicação para ter a 3ª menor taxa é o tamanho da população ocupada, que somou 24,3 milhões. O Brasil registrou 102,4 milhões de pessoas ocupadas no 3º trimestre, sendo que 38,7 milhões são informais. Norte e Nordeste respondem por 41% de toda a população informal do país. O Sudeste tem 15,1 milhões, mas a população ocupada é 44% superior à das duas regiões somadas….
INFORMALIDADE
O analista do IBGE, William Kratochwill disse que há relação da informalidade com a baixa escolaridade e o baixo rendimento médio das regiões. O recebimento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e seguro-desemprego, não impede que a pessoa seja classificada como parte da força de trabalho (ocupados ou desocupados).
Um beneficiário de programa social pode trabalhar na informalidade, como motorista de aplicativo, comerciante ambulante ou outros – neste caso, é classificado como ocupado. O Brasil tem 6,1 milhões de desempregados e 38,7 milhões de informais. Os dois grupos somados correspondem a 44,8 milhões de brasileiros, sem emprego com carteira assinada.
Infográfico/Poder360.




