Um vídeo gravado quando a Polícia Legislativa da Câmara carregava o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) para fora do plenário da Casa flagrou os agentes da força de segurança interna avançando contra jornalistas, que faziam o trabalho de cobertura e reportagem do episódio, à revelia de protestos contra condutas agressivas.
Nas imagens, é possível ver o momento em que um policial legislativo dá a ordem para os demais agentes abrirem espaço em meio a dezenas de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que estavam no Salão Verde da Câmara. O próprio autor da ordem parte para cima do grupo, ” berrando “recuar”! e ignora inúmeros gritos de protesto de jornalistas, inclusive mulheres, pedindo que os policiais parassem com a conduta agressiva
Na confusão que a ordem desse policial legislativo instaurou, jornalistas foram empurrados e ao menos uma repórter teve o cabelo puxado. A Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram nota repudiando “veementemente o episódio de violência contra profissionais da imprensa na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (09) e o desligamento do sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo os acontecimentos no Plenário da Casa”.
Diversos relatos dão conta de profissionais agredidos por policiais legislativos”, dizem as entidades. “Por orientação do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram retirados pela Polícia Legislativa do Plenário da Câmara e impedidos de realizar seus trabalhos”.
PENA REDUZIDA
Depois de meses de pressão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu colocar o PL da Dosimetria em votação nesta terça-feira (09). O projeto, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) pode levar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro a cair quase pela metade e, na prática, livrá-lo da prisão
Até o início da noite de hoje, no entanto, a proposta não tinha ido a Plenário, após um tumulto causado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a Mesa Diretora após Motta incluir seu pedido de cassação na pauta de quarta-feira (10).
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