A saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda, na sexta-feira (20) é o prfimeiro passo concreto para a maior reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia do Planalto é substituir ministros que vão disputar as eleições por seus secretários-executivos: perfis mais técnicos e com menor custo político.
Dario Durigan, que era secretário-executivo da Fazenda, foi empossado no mesmo dia em que Haddad anunciou a saída. O agora ex-ministro é pré-candidato ao governo de São Paulo. Ao todo, 21 ministros devem deixar o governo para disputar as eleições de outubro. Do grupo que já tem conversas avançadas, quase todos que vão assumir ocupam o cargo de número dois das pastas.
- Casa Civil – Miriam Belchior vai para a vaga de Rui Costa (PT).
- Transportes – George Santoro deve assumir no lugar de Renan Filho (MDB).
- Meio Ambiente – João Paulo Capobianco vai substituir Marina Silva (Rede).
- Desenvolvimento Agrário – Fernanda Machiaveli deve ficar com a vaga de Paulo Teixeira (PT).
- Indústria e Comércio – Márcio Elias Rosa deve assumir no lugar de Geraldo Alckmin (PSB).
- Portos e Aeroportos – Tomé Barros Monteiro da França é cotado para a vaga de Silvio Costa Filho (Republicanos).
- Relações Institucionais – Olavo Noleto foi indicado para substituir Gleisi Hoffmann (PT). É a exceção no modelo adotado pelo governo. Ele não ocupa a Secretaria-Executiva da pasta. Hoje, é secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável.
Na prática, embora não seja o número dois formal da SRI, Noleto já transita no núcleo de negociação do governo, o que o mantém alinhado à estratégia de priorizar quadros técnicos com experiência interna. As negociações, porém, ainda estão abertas em várias frentes.
Há 16 ministros esperando uma reunião com Lula para definir o futuro de suas pastas. Até 4 de abril, ele precisa escolher todos os substitutos – seis meses antes do 1º turno. Desses, 14 ministérios ainda não têm nomes bem encaminhados. Confira abaixo:
Planejamento (Simone Tebet);Cidades (Jader Filho); Empreendedorismo (Márcio França); Igualdade Racial (Anielle Franco); Minas e Energia (Alexandre Silveira); Pesca (André de Paula); Agricultura (Carlos Fávaro); Portos e Aeroportos (Silvio Costa Filho); Povos Indígenas (Sônia Guajajara); Previdência (Wolney Queiroz); Esportes (André Fufuca); Integração Regional (Waldez Góes)
E, Educação (Camilo Santana); Direitos Humanos (Macaé Evaristo). Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) têm reuniões marcadas com suas equipes ainda nesta semana para definir os próximos passos. Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) têm reuniões marcadas com suas equipes ainda nesta semana para definir os próximos passos.
A estratégia de tirar ministros para cargos eletivos mira especialmente o Senado. Tanto a esquerda quando a direita priorizam a disputa pelas 54 cadeiras em jogo. O Senado concentra atribuições exclusivas que explicam a centralidade da disputa. Cabe ao presidente da Casa, por exemplo, autorizar e conduzir processos de impeachment contra ministros do Supremo.
Foto: Sérgio Lima/Poder360




