O AIATOLÁ VERMELHO TENTA SUBIR NO PAU DE SEBO

MONTANHAS DA JAQUEIRA – CAPELA DOS AFLITOS

Dedico este artigo aos meus colegas, os lindos astronautas da missão Artemis, a deusa da natureza, que irão navegar no outro lado da lua.

Singela, tão bela,

A Capela dos Aflitos!

Desde 1762 quantas aflições foram apascentadas,

Noites e dias!

Iluminada,

Banhada pela luz do arrebol,

Da lua e do sol.

Eis a Catedral dos Aflitos.

Eu ouço a lira do Poeta Dos Anjos, Augusto, e dos Aflitos, e proclamo, ex cordis: meu coração tem capelas singelas.

As Capelas erguem-se em Catedrais

Imensas, imersas

Em meio aos versos do

Poeta Dos Anjos e dos Aflitos.

Os bólidos estão posicionados. Roncam os motores. Pilotos a postos. Começou a temporada 2026 do rally fúria rumo ao Palácio do Planalto. Como parte do rally haverá brigas de foice, rasteiras, karatê, capoeira, jiu jitsu, facadas, emboscadas. Pra cima e pra baixo do pescoço tudo é canela.

Este será o rally da verdade contra a mentira, segundo o aiatolá vermelho, líder supremo da seita do cordão encarnado. Ele sugere a colocação de placas nas estradas para filtrar mentiras. Mentira é tudo aquilo que incomoda a mundiça da esquerda. Eles estão incomodados com as notícias da Internet que apontam os descaminhos do governo nas estradas do poder.

Uma sentença de pedra reza o seguinte: ao meu rei, tudo, menos a honra. Esqueçam. Governistas da CPMI do INSS e do Banco Master comemoram os bloqueios que impedem a investigação contra os ladrões que assaltaram os aposentados e pensionistas e os cofres públicos. Eles oferecem a própria honra ao aiatolá vermelho em troca dos seus favores. Se olham no espelho e não sentem vergonha de si mesmos.

Já quase na idade de Matusalém e em 20 anos da dinastia da seita vermelha, o aiatolá do Cordão Encarnado vai ter que rebolar para provar que é insubstituível entre 213 milhões de brasileiros e o único capaz de consertar o que eles mesmos desmantelaram. O Véio do Pastoril do Cordão Encarnado padece da fadiga dos materiais. Enferrujou. Quando ingere tubaínas ao lado de sua cuidadora, ele chama Jesus de Genésio. 

Nesse rally da polarização ideológica o aiatolá vermelho e o condutor da boiada se amam pelo avesso. O que seria do azul se não fosse o amarelo?  O que seria do Véio do Pastoril se não fosse o líder da boiada? Eles cantam a cantiga a uma só voz: “Eu não presto, mas eu te amo! ”.

Existe uma lenda de que o terceiro turno é um pau de sebo. Verdade é que o segundo turno é uma constante desde 1998. O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, aposta todas as fichas para romper o círculo de ferro da polarização. O touro é valente.

Ele adotou a segurança e o combate à corrupção como bandeiras de campanha, com forte apelo popular. A turma da boiada de Flávio Bolsonaro vai de clínica geral. O aiatolá vermelho atrai contra si todos os raios e tempestades. Ele tenta subir no pau de sebo.

Por: José Adalbertovsky Ribeiro – Periodista, escritor e quase poeta

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