A eleição para a presidência do Senado coloca o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro (PL) em disputa novamente.
Logo depois de tomarem posse nesta quata-feira (01), os senadores elegem quem comandará a Casa Alta. Na disputa estão os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preferência do governo, e Rogério Marinho (PL-RN), do mesmo partido de Bolsonaro.
O governo Lula age para demover votos contrários a Pacheco. Senadores foram procurados na segunda feira (30), por integrantes do Executivo para discutir mais espaço no governo. O Palácio do Planalto não esperava o crescimento de Marinho, às vésperas da eleição.
Bolsonaro fez uma breve fala por videochamada durante jantar de confraternização do PL em Brasília, na ontem. Dirigindo-se aos congressistas do partido, o Ex-presidente deu as boas-vindas aos novos eleitos e declarou apoio à candidatura de Marinho à presidência do Senado “pelo reequilíbrio entre os Poderes”.
O Ex-ministro de Jair Bolsonaro parte de 23 votos com apoio do bloco PP-PL-Republicanos. Conta, além desse montante, com os 3 filiados ao PSDB e dissidências no União Brasil, MDB, Podemos e até no PSD, partido de Pacheco.
Marinho ainda conversa com o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) sobre a possibilidade de o cearense desistir de sua candidatura. Com isso, conseguiria mais 2 ou 3 votos. Para ganhar a disputa no 1º turno, o candidato precisa de 41.
Apesar do crescimento de Marinho na reta final da eleição, há ainda ponderações de senadores de vários aspectos sobre as surpresas que as votações secretas reservam. Para ele, muitas mudanças podem acontecer no curto período até a abertura das urnas.
Foto – Divulgação/Poder 360



