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domingo, 4 de outubro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

ELEIÇÕES 2026

COLIGAÇÃO PERNAMBUCO DE CORAÇÃO NOTICIA À JUSTIÇA ELEITORAL CRIME DE BOCA DE URNA, CONTRA A FRENTE POPULAR

Por Luzimar Dias

Coligação Pernambuco de Coração apresentou uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), neste domingo (04), noticiando possível crime eleitoral de boca de urna e propaganda irregular da campanha da Frente Popular.

Fotografias e vídeos apresentados ao Tribunal mostram grupos com camisetas amarelas próximos a locais de votação, distribuição de material, santinhos espalhados pelas vias, bandeiras e estruturas com propaganda eleitoral. As ações foram detalhadas em coletiva concedida nesta tarde pela equipe jurídica do PSD.

As denúncias registradas junto à Justiça Eleitoral mostram pessoas uniformizadas em diferentes pontos do Recife nas proximidades de locais de votação. A Coligação pede fiscalização imediata, apreensão de material, identificação dos envolvidos e atuação das forças de segurança diante dos flagrantes.

Também foi solicitado que o candidato João Campos e Carlos Costa sejam formalmente notificados para cessar qualquer prática irregular de suas candidaturas. “Recebemos denúncias com suspeita de que há militantes fazendo boca de urna e compra de votos, e já temos mais de 100 fotos e vídeos. Já noticiamos a Polícia Federal”.

“Denunciamos à Justiça para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Esse tipo de conduta influencia na livre manifestação de vontade do eleitor. É de interesse de todos assegurar a lisura do pleito e ao povo sua liberdade de manifestar sua vontade.

Quem eventualmente tenha organizado deve ser identificado e responsabilizado”, explicou o assessor jurídico da Coligação Pernambuco de Coração, Delmiro Campos.

A petição também chama atenção para a sequência dos acontecimentos envolvendo a operação policial questionada pela Frente Popular na véspera da eleição. No sábado, a Frente Popular entrou com uma ação para impedir a continuidade da Operação Saturação, realizada pela Polícia Militar durante o dia da votação.

“Em tempos de hoje, impedir a polícia de ser polícia é um fato muito estranho. O propósito do policiamento em tempo eleitoral é assegurar o cidadão a sua livre manifestação de vontade. Essa representação não tem outro objetivo senão deixar que o eleitorado de Pernambuco manifeste-se livremente”.

As condutas como as ora denunciadas afrontam a democracia, o Estado democrático de Direito. Nós estamos aqui velando pela lisura do pleito eleitoral”, detalhou o advogado Edgar Moury.

Fotos: Yacy Ribeiro

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