Senadora Teresa Leitão (PT) considerou tardia a saída do prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, do Partido dos Trabalhadores (PT). Um dia antes de o diretório estadual decidir pela expulsão, o gestor entregou a carta de desfiliação na última sexta-feira. “Politicamente o quase ex-prefeito foi expulso do PT”, disse.
Teresa Leitão apontou, pelo menos quatro motivos para que o prefeito não estivesse mais no partido. Ele abandonou a candidatura à reeleição, sem nenhuma consideração aos candidatos proporcionais, sem indicar um substituto e com injustas críticas ao partido”, destacou.
A Senadora alegou ainda infidelidade partidária, em relação à posição de tática eleitoral escolhida pelo PT e o fato de o Prefeito ter propagado o que chama de acusações falsas e maliciosas ao presidente Lula e ao seu governo. “Chegou a dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro era melhor”. Ressaltou também que o Yves promoveu atitudes divisionistas no partido que o acolheu.
“É como se diz, pelo conjunto da obra já deveria estar fora do PT ou nunca ter entrado”, enfatizou. Em um posicionamento duro, a Parlamentar se eximiu da responsabilidade de ter permitido a entrada de Yves Ribeiro, no partido. “Ficamos muito tranquilos com essa posição, porque ele não teve os nossos votos para entrar no PT. Não votamos contra em consideração ao cargo e a um histórico passado de lutas. Nossos votos foram todos de abstenção”, argumentou.
Na última sexta-feira (13), Yves Ribeiro cobrou respeito à própria trajetória. “Sabíamos, pela experiência, que Yves e PT não combinam”, reforçou Teresa Leitão. A senadora alertou os dirigentes petistas para os critérios de novas filiações à sigla. “Sigamos com atenção redobrada aos que querem vir para o PT. Nossas portas estarão sempre abertas para quem quiser construir coletivamente o projeto de democracia e inclusão social”
Foto: Thaís Mallon




