Deputada estadual Dani Portela motivou divulgação de uma nota do Partido Socialismo e Liberdade de Pernambuco (Psol-PE), após ter sido alvo de denúncias de beneficiamento de empresas familiares, em contratos da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe. No texto, apesar de condenar ataques à deputada, o partido ressaltou sobre o afastamento da parlamentar da legenda.
Na manifestação, o Psol condenou o que considerou como “ataques midiáticos” e “exposição midiática indevida” contra a deputada. Ao mesmo tempo, também defendeu que haja apuração rigorosa e transparente das denúncias.
A maior parte do conteúdo da nota destaca o “afastamento” de Dani Portela da legenda – citando a desfiliação coletiva de assessores e exoneração dos que optaram por permanecer no Psol. Em um trecho da nota, o Psol criticou a realização de alianças com o Partido Liberal. Confira abaixo, íntegra da nota:
“O Partido Socialismo e Liberdade de Pernambuco (PSOL-PE) vem a público manifestar-se sobre as recentes denúncias envolvendo a deputada estadual Dani Portela. Reiteramos nosso compromisso com os princípios socialistas e com a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora.
O PSOL-PE defende que todas as denúncias sejam rigorosamente apuradas, com total transparência e respeito ao devido processo legal, garantindo-se o direito à ampla defesa e ao contraditório. Nenhum suposto ato ilícito pode justificar ataques violentos ou exposição midiática indevida. O partido está atento ao fato de que mulheres negras em espaços de poder são alvo preferencial da violência política de gênero, prática que combatemos veementemente.
Contudo, é importante registrar que, nos últimos meses, a deputada vem progressivamente se distanciando do partido. Esse afastamento tornou-se evidente com a desfiliação coletiva de membros de sua equipe parlamentar — parte dos quais já se filiou a outra legenda, sinalizando clara mudança de alinhamento político. Os assessores que optaram por permanecer no PSOL foram exonerados do mandato.
A ausência de participação da deputada nas atividades da chapa majoritária do PSOL para 2026, sem qualquer articulação com as pré-candidaturas que representam o projeto político do partido no estado, evidencia esse distanciamento. Embora formalmente filiada, a deputada não mantém interlocução com a direção partidária nem participa da vida orgânica do PSOL-PE.
Temos sérias reservas quanto à construção de alianças na ALEPE que incluam o PL de Bolsonaro, partido cujas posições são diametralmente opostas aos nossos princípios programáticos. Essa articulação resultou, por exemplo, na eleição do deputado Alberto Feitosa (PL) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça com votos do bloco PSOL, Republicanos e PSB”.
A DENÚNCIA
Pesa contra a deputada estadual Dani Portela a denúncia de contratação de uma empresa especializada em serviços de automatização de dados pelo gabinete da parlamentar, na Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe. A acusação aponta que o negócio pertence ao tio do marido da deputafas e que foi aberto após ela assumir o mandato na Alepe .
Segundo a denúncia, a empresa já teria recebido R$ 457,2 mil e funciona em um endereço registrado em um coworking no Bairro da Boa Vista. deputada saiu em defesa da legalidade de todos os contratos de prestação de serviços de seu gabinete, afirmando que são submetidos à análise rigorosa da procuradoria da Alepe e passam por auditorias anuais, sem que qualquer irregularidade tenha sido identificada.
Dani Portela explicou que a empresa em questão presta serviços de automatização dos dados de seu gabinete, sendo uma relação que exige confiança. Ela assegura que a remuneração é “compatível com o mercado” e que o serviço é prestado “presencialmente em expediente diário na própria estrutura da Alepe”.
Foto – Roberto Soares / Alepe




