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A semana se inicia no cenário político, em Braspilia, com a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comece a articular com mais força no Senado para emplacar o nome do ministro da Advocacia Geral da União – AGU, Jorge Messias, para a vaga deixada por Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal -STF.
O petista cogita entrar no jogo para tentar amansar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre está contrariado. Queria que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido para a vaga no Supremo. Não foi atendido. Agora, trabalha de maneira incessante pela rejeição do indicado de Lula ao Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Neste domingo (30) divulgou nota criticando a “tentativa de setores do Executivo” de dar a entender que “divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas” em troca de apoiar Messias.
O presidente do Senado disse que a “tentativa de desmoralizar” outro Poder é ofensivo não só ao chefe do Congresso Nacional, “mas a todo o Poder Legislativo”. Declarou que a Casa Alta tem a prerrogativa de aprovar ou rejeitar o nome de Messias. A sabatina do atual ministro da Advocacia Geral da União – AGU foi marcada para 10 de dezembro – o governo tenta adiar.
A nota de Alcolumbre atingiu o Planalto. Às 17h23 destr domingo (30), a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) respondeu em seu perfil no X. Ela afirmou que o governo tem o “mais alto respeito” pelo amapaense. “Jamais consideraríamos rebaixar a relação institucional com o presidente do Senado a qualquer espécie de fisiologismo ou negociações de cargos e emendas”, escreveu.
Há estratégias na mesa para tentar apaziguar os ânimos, mas nenhuma está definida. Uma delas envolve uma nova tentativa de reaproximação entre Lula e Alcolumbre. Existe a possibilidade de o presidente da República entregar pessoalmente ao presidente do Congresso a carta ao Senado que comunica formalmente a indicação de Messias à Corte.
Foto: Sérgio Lima/Poder 360




