Governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a cobrar a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, após o adiamento da votação do relatório final do projeto, na Casa de Joaquim Nabuco.
Manifestação da chefe do Executivo estadual ocorreu, nesta segunda-feira (23), durante assinatura da ordem de serviço para o início das obras de construção do Centro de Qualificação Profissional de Pernambuco, na Rua da Imperatriz, área central do Recife. Na sua fala, a gestora buscou sensibilizar os deputados estaduais, afirmando que projetos e ações estão impactados pelo impasse.
“Isso atrapalha o dia a dia do nosso governo. E não é sobre mim, não é sobre Raquel, é sobre o funcionamento dos hospitais, é sobre o desenvolvimento de ações na educação, na segurança, na saúde, concurso público, novas contratações, contratos que estão travados, que a gente não pode licitar porque simplesmente não tem a rubrica orçamentária disponível”.
“Então, o apelo que a gente tem feito na Assembleia Legislativa é que faça essa votação e que não há qualquer questão menor que possa ser maior do que o interesse do povo de Pernambuco”, pediu a governadora Raquel Lyra.
O ajuste na LOA tornou-se uma prioridade para o governo, após uma emenda ser adicionada na Comissão de Finanças pelo presidente Antonio Coelho (UB), limitando o percentual de reajuste de recursos a 10% vinculados a cada unidade orçamentária.
Também relator da matéria de ajuste, o deputado Antonio Coelho, chegou a incluir o Projeto de Lei 3694/2026, que restabelece o percentual de remanejamento do governo estadual para 20%, na pauta de uma reunião extraordinária convocada para segunda-feira (23), mas voltou atrás alegando a identificação de entraves no texto.
“Fui alertado pelo corpo técnico desta Comissão de possíveis duplicidades de artigos (…) Assim, será necessário mais tempo para que eu possa me aprofundar no parecer e fazer uma conciliação entre o que foi proposto pelo Poder Legislativo e pelo Poder Executivo”, explicou o parlamentar, sem indicar os pontos de duplicidade.
Com a recente entrada do União Brasil na base da governadora, a decisão do presidente da Comissão foi lida por oposicionistas como uma manobra para evitar que o parecer favorável ao governo fosse derrotado na Comissão, que tem maioria de oposição.
Sob reserva, um deputado governista concordou com a visão do colega e afirmou que, com a configuração do colegiado, é preciso esperar a “boa vontade” dos membros em aprovar a matéria para então pôr em votação.
Foto: Arthur Botelho/Folha PE




