O fortalecimento dos profissionais que atuam diretamente no combate à criminalidade precisa estar no centro de uma política nacional de segurança pública. A defesa foi feita pelo candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante), durante encontro com representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco, nesta quarta-feira (19).
Na ocasião, o candidato recebeu propostas elaboradas pela categoria para contribuir com o debate sobre um Plano Nacional de Segurança Pública. Estiveram presentes no debate, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco, Diogo Melo Victor e o diretor Antônio Cândido. Para Rands, políticas para enfrentar a violência e a criminalidade precisam ser construídas a partir da experiência de quem conhece diariamente os desafios da segurança pública.
Durante o encontro, ele afirmou que pretende incorporar as contribuições apresentadas pelos delegados à sua atuação política e fazer da segurança pública cidadã uma das suas prioridades na Câmara dos Deputados.
“Eu quero que um dos focos principais do meu próximo mandato seja a segurança pública cidadã. Isso passa pelo fortalecimento de quem está com a mão na massa, de quem está arriscando a própria vida para garantir a liberdade e o patrimônio das pessoas. Não há possibilidade de construir uma proposta de segurança pública para o Brasil sem passar por quem conhece a fundo o problema”, afirmou Rands.
O evento também colocou em discussão a valorização profissional dos delegados. Representantes da categoria destacaram a atuação de Rands na articulação junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em torno da reivindicação de pagamento aos delegados que acumulam atribuições relacionadas à apuração de delitos eleitorais. Atualmente, segundo os participantes, “esse trabalho adicional é realizado sem uma gratificação específica”.
Diante da resistência encontrada no TRE e da alegação de ausência de legislação específica sobre o pagamento, Maurício Rands defendeu que a questão também seja enfrentada no Congresso Nacional, por meio da construção de uma solução legislativa. “Se o delegado está cumprindo uma atribuição da Polícia Federal, ele precisa ser remunerado pelo trabalho adicional”.
“Se Ministério Público e juízes recebem gratificação pelas atribuições durante as eleições, é justo que os delegados também tenham esse reconhecimento. Podemos usar a articulação política para produzir a legislação necessária e fazer justiça a esses profissionais”, destacou.
A aproximação com representantes da segurança pública também dialoga com a atuação anterior de Rands na Câmara dos Deputados. Durante seus mandatos, ele esteve entre os autores da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar organizações criminosas e o tráfico de armas.
Para o candidato, enfrentar a criminalidade exige um Estado capaz de agir com eficiência, mas também de ouvir e valorizar os profissionais responsáveis pela execução das políticas de segurança. A proposta, segundo Rands, é levar essa experiência prática para dentro do debate legislativo e contribuir para a construção de políticas públicas que combinem fortalecimento institucional, valorização profissional e proteção à população.
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