O Governo de Pernambuco anunciou neste sábado (02) que começou a utilizar câmeras de monitoramento para coordenar ações de policiamento no Distrito de Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul da Região Metropolitana do Recife.
Na localidade, a menina Heloysa Gabrielly, de 6 anos, foi morta atingida por um tiro, no terraço da casa da avó, durante uma ação policial.
Em meio ao luto, o clima de insegurança tomou conta do principal destino turístico do Litoral de Pernambuco. O comércio fechou e houve incêndio de ônibus e bloqueio de ruas e estradas.
Mais de 250 policiais civis e militares foram enviados à cidade e, segundo entidades que defendem direitos humanos, um “espetáculo da barbárie” tem sido promovido nas comunidades.
O governo confirmou a instalação de um Centro de Comando e controle avançado na Secretaria de Defesa Social do município. De acordo com a Prefeitura de Ipojuca, a estrutura foi cedida pelo administração municipal e conta com 129 câmeras.
A Prefeitura cedeu algumas salas e toda estrutura de tecnologia e informação existente na SDS municipal para que o Estado se instale. A sugestão foi da prefeita Célia Sales e aconteceu durante conversa com o secretário de Defesa Social do Estado, Humberto Freire, no Comitê de Crise, na última sexta-feira, inclusive para que ajude nas investigações sobre a morte da menina Heloysa Gabrielly.
“Temos a maior Central de Monitoramento de Pernambuco com 129 câmeras e queremos dar toda a condição para que o comando da SDS possa realizar o trabalho deles e, assim, evitarmos a demora na atuação como no dia de maior inferno que Ipojuca já viveu”, comentou a prefeita Célia Sales.
“A instalação das câmeras possibilita uma maior eficiência e eficácia de todos os órgãos de segurança publica do Estado e do município propiciando um tempo adequado de pronta resposta ao cidadão que está em Ipojuca”, afirmou o secretário de Defesa Social do Ipojuca, Osvaldo Morais.




