ANTONIO MORAES CRITICA RAPIDEZ NA APROVAÇÃO DA PEC QUE ANTECIPA ELEIÇÃO DE MESA DIRETORA DA ALEPE

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, deputado Antonio Moraes (PP),criticou a aprovação da PEC que antecipa a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio (2025-2026).

A votação foi realizada na última terça-feira, enquanto o Parlamentar estava viajando. Moraes lamentou que nenhum dos projetos tenha sido publicado nos prazos regimentais estabelecidos. “O que a gente lamenta profundamente é que nenhum dos dois projetos foram publicados.

“Foram colocados numa extra pauta, não foi cumprido nenhum prazo regimental e o último, com a gravidade muito maior, porque a gente alterou um artigo importante da Constituição do Estado de Pernambuco em 24 horas, quando esse mesmo tema já tá sendo questionado no Supremo Tribunal Federal”, afirmou Moraes.

Parlamentar destacou ainda, lamentar que a rapidez com que uma alteração significativa na Constituição Estadual foi realizada, levando apenas 24 horas para ser aprovada. Questionado sobre a orquestração do movimento, Moraes esclareceu que o processo foi liderado pela Casa e pela Mesa Diretora.

Sobre a avaliação da votação, Antonio Moraes deixou para cada deputado fazer sua própria análise, ressaltando que todos foram escolhidos pelo voto direto do povo e conhecem o regimento da Casa. Ele expressou a opinião de que a Casa poderia ter agido de maneira diferente, especialmente considerando a liderança consolidada do deputado Álvaro Porto.

“O Deputado Álvaro tem uma liderança hoje consolidada na Casa e que não havia necessidade de fazer alguma coisa como foi feito, de uma rapidez tão grande numa matéria tão importante”, pontuou Antonio Moraes.

Ao abordar a complexidade da Alepe, Moraes reconheceu a dificuldade de alcançar entendimento e alinhamento dentro dos próprios partidos. Ele apontou que, muitas vezes, os partidos políticos não têm controle absoluto sobre suas bancadas e os deputados votam de acordo com sua própria análise.

Quanto a uma possível orientação do Palácio do Campo das Princesas, Antonio Moraes enfatizou que não houve contato com o governo e que seu posicionamento é pessoal. Ele retornou recentemente e não teve oportunidade de discutir o assunto com a governadora Raquel Lyra ou vice-governadora, Priscila Krause.

Foto – Divulgação/Alepe

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