Presidente do Partido Novo em Pernambuco, Técio Teles, declarou, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM nesta terça-feira (23), que os correligionários que decidirem apoiar a pré-candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco ou o projeto eleitoral do PT e do PSB serão expulsos da legenda.
“Se um filiado do Novo declarar apoio a João Campos, será expulso do partido. Essa é a postura de defesa daquilo que a gente acredita. [Mas] se o Novo ganhar a Presidência da República, e o governador for do PT, pouco importa, porque a questão deixa de ser eleitoral e passa a ser em favor da população”, afirmou o presidente do Novo.
Teles também sinalizou a possibilidade de a legenda firmar uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), mas explicou que essa decisão só será tomada após o período de convenções, em agosto. O presidente partidário classificou que o pré-candidato à Presidência da República do Novo, Romeu Zema, já tem palanques importantes em Pernambuco, como os nomes cotados aos cargos de deputado estadual e federal.
A gestora estadual, porém, poderia, segundo ele, ser um elemento importante para contribuir com o projeto eleitoral da legenda no Estado, unindo eleitores e aliados do centro e da direita. ” Podemos não ter plenitude de adesão ideológica, mas não há escândalos de corrupção no governo dela, e ela faz entregas, como o Arco Metropolitano e a concessão da Compesa”.
“A decisão de não estar com João Campos e com o PSB e o PT já é clara, e não estaríamos com a governadora se ela estivesse com Lula. Mas o presidente já declarou apoio a João. Então, existe um caminho que vem sendo construído”, defendeu.
“ O partido da chefe do Executivo estadual tem um pré-candidato à presidência, o ex-deputado federal Ronaldo Caiado. Além disso, Raquel tem tentado reforçar a relação institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo, o Novo deve aguardar a formação da chapa majoritária da governadora e a efetivação do discurso eleitoral dela.
O líder do Novo em Pernambuco argumentou, ainda, que caso a neutralidade adotada por Raquel Lyra na eleição de 2022 se repita, o cenário poderia ser positivo para a candidatura de Romeu Zema no estado. “Eu não a vejo (Raquel) tomando posições de forma somente ideológica, agredindo quem votou no ex-presidente Bolsonaro ou quem é mais à direita. Ela tem capacidade de unir os diferentes para melhorar Pernambuco”, avaliou.
Questionado sobre uma possível candidatura ao governo do estado pelo PL, Técio Teles afirmou que esse pleito não tem a capacidade de unificar a direita pernambucana, e não será apoiado pelo Novo. Eu não vejo sentido em uma candidatura do PL ao governo.
É uma candidatura que, pelo menos da parte do Novo, não representa o que defendemos, e não houve diálogo ao longo do último ano, mostrando que não houve uma construção de unidade da direita”, concluiu. Da redação do blog, com informações do Blog da Folha.
Foto: Gabriel Agra




