PARTE DE MINA DE SAL-GEMA DA BRASKEN SE ROMPE SOB A LAGOA MUNDAÚ EM MACEIÓ

Defesa Civil de Maceió informou na tarde deste domingo (10) que a mina 18, que era operada pela mineradora Braskem, se rompeu por volta das 13h15, na Lagoa Mundaú, localizada no Bairro do Mutange.

Técnicos do órgão afirmam que toda a região está desocupada e não há risco para a população, segundo comunicado emitido pela Prefeitura de Maceió. Informações são do Poder 360

O prefeito da capital alagoana, João Henrique Caldas, o JHC (PL), divulgou o momento em que a mina se rompe, provocando um redemoinho nas águas da lagoa. O desastre na capital alagoana foi causado pela exploração de sal-gema em jazidas no subsolo, ao longo de décadas, pela Braskem.

O sal-gema é um tipo de sal usado na indústria química. Falhas graves no processo de mineração causaram instabilidade no solo. Ao menos três bairros da capital alagoana tiveram que ser completamente evacuados em 2020, por causa de tremores de terra que abalaram a estrutura dos imóveis.

Nas últimas semanas, o risco iminente de colapso tem mobilizado autoridades, com afundamento do solo acumulado de mais de 2 metros.

ENTENDA O CASO

Em 1º de dezembro, o Governo Federal decretou emergência na cidade de Maceió por causa do afundamento do solo em bairros da cidade.  Ao todo, o desastre ambiental afetou aproximadamente 55.000 pessoas, que foram realocada e 14.000 imóveis, todos desocupados.

O afundamento e o aparecimento de rachaduras no solo foram registrados em 5 bairros da capital alagoana: Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. O problema, entretanto, não é recente. Em março de 2018, moradores do bairro Pinheiro relataram tremores e rachaduras no solo. Os mesmos relatos se repetiram em outros.

O problema, entretanto, não é recente. Em março de 2018, moradores do bairro Pinheiro relataram tremores e rachaduras no solo. Os mesmos relatos se repetiram em outros 4 bairros da capital alagoana. Desde 1976, a empresa atua na região com autorização do poder público.

Ao todo, a Braskem perfurou 35 poços nas proximidades da lagoa Mundaú, mas só quatro estavam em funcionamento em 2018. A partir dos relatos, 54 especialistas do Serviço Geológico do Brasil -SGB realizaram estudos técnicos na região. Depois de 1 ano, em 2019, foi concluído que as rachaduras e tremores tinham relação com a extração de minérios realizada pela Braskem.

As licenças ambientais foram suspensas e, em novembro de 2019, a companhia informou o encerramento das atividades no local. A partir disso, foi iniciado o tapeamento dos poços e a realocação dos moradores da região por meio do “Programa de Compensação Financeira”, firmado entre a Braskem e órgãos públicos.

Em 20 de julho de 2023, a empresa firmou com a prefeitura do município alagoano um acordo que assegurava à cidade a indenização de R$ 1,7 bilhão. Segundo nota divulgada pela prefeitura à época, os recursos seriam destinados à realização de obras estruturantes e à criação do Fundo de Amparo aos Moradores – FAM

Foto – Divulgação

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