ALUNOS DO COLÉGIO FAZER CRESCER GANHAM VIAGEM À CALIFÓRNIA APÓS VITÓRIA EM CONCURSO NACIONAL
Depois do título, o prêmio. Campeões em setembro do ano passado do desafio nacional do Jovens Challenge, em São Paulo, com o projeto autoral Navita Connect, Mateus Alves, Guilherme Freitas e Nicolas Gattás, do Colégio Fazer Crescer viajaram no sábado (17) para o Vale do Silício, na Califórnia.
A disputa, realizada em São Paulo com escolas de todo o Brasil, tinha como prêmio a viagem aos Estados Unidos, que acontecerá a partir deste fim de semana para os alunos do terceiro ano do Ensino Médio de 2025. O trio conseguiu a medalha de ouro com uma startup que dá poder de escolha no tipo de energia para o consumidor.
O propósito da Navita Connect é transformar a energia limpa em economia real com ajuda de um aplicativo. De acordo com o professor do Colégio Fazer Crescer, Kerley Muniz, orientador do projeto, um dos maiores problemas da contemporaneidade é a transição energética, ou seja, a substituição de fontes de energia poluentes e não renováveis por fontes limpas e sustentáveis. Apesar de haver grande interesse dos brasileiros nesse processo, poucos têm condições de investir nele.
“De um lado, temos geradores com recursos sendo desperdiçados. Do outro, temos uma mãe de três filhos no interior de Pernambuco que sofre para pagar a sua conta de luz. Esse desperdício poderia ser mais comida na mesa dessas famílias”.

“Esse desperdício é uma oportunidade de elas viverem uma vida mais digna. Falta acesso, falta conexão, falta informação. É aí que entramos. Nós, da Navita Connect, unimos todas as etapas desse processo por meio de um aplicativo simples, rápido e acessível”, disse Kerley.
“Agimos em três frentes. A primeira é a frente social, em que unimos os produtores de energia com os consumidores finais. Assim, democratizando o acesso à energia com preços mais competitivos. Nossa segunda frente é a ambiental, em que promovemos a transição energética, ou seja, fontes de energia limpas, mais sustentáveis e com menores impactos”.
” Isso nos diferencia muito das atuais fontes presentes no Brasil, como, por exemplo, energia hidrelétrica, que, apesar de ser uma fonte limpa, geral altíssimos impactos sociais e ambientais, como, por exemplo, o deslocamento de famílias e o inundamento de cidades inteiras”, acrescentou Guilherme.
PRÓXIMOS PASSOS
De acordo com Nicolas, também um dos fundadores no Navita, nos próximos meses, a startup pretende validar o projeto com 100 usuários reais e consolidar duas parcerias com usinas solares. Com 500 usuários ativos, a empresa estima que movimentará em torno de R$ 800 mil.
O objetivo é beneficiar um milhão de pessoas nos próximos cinco anos. Já há prospecção em andamento, tanto de consumidores, quanto de geradores dentro da atual legislação e buscamos investimento para acelerar esse processo, preparando-nos para o novo cenário que se consolida até 2027.
Fotos – Divulgação




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