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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Política e cotidiano de Pernambuco

POLÍTICA

ANDRÉA COMEMORA DECISÃO DO TSE QUE BARRA CANDIDATURAS DE CONDENADOS POR VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Por Luzimar Dias

Deputada estadual eleita, Andréa Mede iros (PSD) comemorou, nesta sexta-feira (30), decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proferida na quinta-feira (29), que torna inelegível candidato condenado por violência contra mulher.

Andréa afirmou, “ser mais um mecanismo de proteção das mulheres, além de uma exemplar forma de punição a quem pratica esse tipo de crime”. O TSE entende que a acusação de violência contra mulher pode se encaixar como um crime contra a vida. Assim sendo, a Lei de Inelegibilidade impede que a pessoa se candidate para disputar um cargo político.

Durante o julgamento, os ministros avaliaram o registro de candidatura de Dr. João Neto, que pretendia concorrer a deputado federal pelo Estado de Alagoas. Ele recorreu contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral alagoano, que barrou a sua candidatura em decorrência da condenação por violência doméstica contra a sua então namorada.

O plenário também fez um apelo para o Congresso Nacional atualizar a LC nº 64/1990 e incluir expressamente a violência contra a mulher como uma das causas de inelegibilidade. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, afirmou que a decisão da corte eleitoral não cria uma nova cláusula de inelegibilidade, apenas amplia o alcance da categoria de crimes contra a vida.

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça e pelo presidente da corte, Kássio Nunes Marques.

A sugestão de enviar o apelo ao Congresso Nacional foi do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Na sua avaliação, é necessária uma atuação firme das instituições para a proteção das mulheres. “Recebo com otimismo a decisão histórica do TSE, de que uma condenação por violência contra a mulher pode barrar candidaturas.

“!sso demonstra que as instituições estão atentas ao tema e agindo, no âmbito da lei, para punições mais rigorosas. Apoio essa decisão com voz e atitude. Defender as mulheres é um compromisso que exige ação e firmeza. Quem agride precisa responder por seus atos”, afirmou Andréa Medeiros (PSD).

Foto: Divulgação



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