Vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) promoveu uma audiência pública, na manhã desta quarta-feira (19), com o tema: “Os Desafios dos Festivais de Teatro e Circo do Recife”. Vários artistas participaram do encontro realizado no Plenarinho da Casa de José Mariano e transmitido via videoconferência.
Segundo a Parlamentar, a audiência pública faz parte de um conjunto de ações com o objetivo de contribuir para o fortalecimento e ampliação das políticas públicas para a arte e a cultura da cidade do Recife.
“Nossa principal meta é qualificar a oferta de bens e serviços culturais para o povo Recife porque a cultura é democracia e é direito. Pretendemos contribuir com o debate para o fortalecimento dos festivais de artes cênicas no Recife. Queremos ampliar a ocupação da Câmara do Recife por artistas, técnicos, produtores, gestores culturais e todos os tipos de fazedores de cultura”.
Para Cida Pedrosa, é importante ter ciência do que circula na economia de uma cidade em decorrência do trabalho cultural. “Vejo a luta da cultura e da economia criativa como uma cadeia produtiva que gera renda. Tem que haver uma posição firme na defesa intransigente do direito à cultura para o conjunto da nossa população. A cultura precisa ser um marco civilizatório em toda a cidade do Brasil”.
Representando a sociedade artística presente na discussão, o ator e pesquisador Leidson Ferraz destacou a importante contribuição para a formação dos artistas que o Festival do Recife no Teatro Nacional faz, que também faz parte da sua história profissional.
“Eu, como ator, estreei profissionalmente em 1995, mas não passei pela universidade para me tornar ator, fazendo o curso de artes cênicas. Essa não foi a minha formação. Eu já fiz muito curso, e muitos deles foram nesses festivais, que não acontecem há três anos”.
O Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) foi destacado por André Brasileiro, secretário Executivo da Cultura do Recife. Ele afirmou que “quando se vira uma política de estado” é mais fácil avançar. “O SIC fez mudanças no edital e colocou recursos específicos”, disse.
André Brasileiro também exaltou que a criação de festivais têm que ser pensadas {para a cidade} e não apenas para os pares”. “É papel do poder público, num país que tem tanta gente abaixo da linha da pobreza, permitir que essas pessoas também tenham acesso à cultura.
Já estamos trabalhando na continuidade do Festival da Dança do Recife, da Amostra de Circo e da retomada do Festival do Recife no Teatro Nacional que, para mim, é uma bandeira bastante importante”. Durante a audiência pública a palavra também foi franqueada às pessoas que acompanhavam as explanações.
Foto- Divulgação/CMR




