Poder360
Base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI, do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a convocação de quatro alvos de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). O colegiado já recebeu mais de 1.000 requerimentos de convocação desde sua instalação, em 20 de agosto de 2025.
Já houve rejeição para ouvir 50 pessoas até agora. Vários deles estão ligados aos 4 que foram alvos da nova fase da operação Sem Desconto da quinta-feira. Esses vetos a convocar pessoas para serem ouvidas na CPMI vêm diretamente do Palácio do Planalto. Em público, o presidente da República tem um outro discurso. “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou o petista em entrevista a jornalistas.
Mas a CPI já vetou a ida de Fábio Luís Lula da Silva, à CPMI, apesar das suspeitas que pesam contra o filho do presidente. A Polícia Federal, comandada por Andrei Rodrigues, que comandou a equipe de segurança de Lula na campanha eleitoral de 2022, não dá sinais de que vai investigar os indícios contra Fábio Luís, o Lulinha, na apuração das fraudes do INSS.
Ele teve seu nome mencionado 3 vezes (duas de forma indireta e uma de forma direta) na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou a operação desta quint-feira (18). No total, foram 26 alvos da operação – 16 tiveram prisão preventiva decretada e nove foram submetidos a proibições, como sair do país.
Além destes, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teve prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal, mas negada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal- STF . Dos 26 nomes, 18 chegaram a ser requeridos pela CPI, mas quatro tiveram a convocação rejeitada.
O Poder360 antecipou em 4 de dezembro o que a operação da Polícia Federal tornou pública nesta 5ª feira: a informação de que o filho do presidente recebeu mesadas do Careca do INSS no exato valor de R$ 300 mil. E mostrou a proximidade de Lulinha com Roberta Luchsinger.
Ambos viajaram juntos ao menos seis vezes, sendo uma delas para Portugal. Outros documentos da corporação aos quais este jornal digital teve acesso indicam que “filho do rapaz”, citado na investigação, seria Lulinha, filho do presidente Lula.
Foto: Sérgio Lima/Poder360.




