BRICS TERMINA COM VITÓRIA DA CHINA E NENHUMA VANTAGEM PARA O BRASIL

A 15ª Cúpula do Brics, realizada em Joanesburgo, na África do Sul, terminou nesta quinta-feira (24) com o fortalecimento da China e da Índia na influência sobre o bloco com a adesão de seis novos países. O Brasil, porém, sai sem ter conseguido avançar em vantagens concretas.

Aceitou a promessa de um apoio vocal, porém estéril, para pressionar o Conselho de Segurança da ONU a admitir novos integrantes permanentes. Ainda assim, o bloco amplia sua relevância internacional no objetivo de se contrapor aos grupos dos países ricos, em especial o G7, liderado pelos Estados Unidos. Informações são do Poder 360.

O Brics, composto atualmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou o início do processo de expansão do bloco. Os seis países que integrarão o grupo a partir de janeiro de 2024 são: Argentina; Arábia Saudita; Egito; Emirados Árabes Unidos; Etiópia e Irã.

O último país anunciado para o rol de novos participantes foi a Etiópia. O país africano entrou na lista no último dia de negociações a pedido da África do Sul para dar mais representatividade ao continente, que já tinha o Egito na lista dos postulantes.

Com a nova composição, a população do grupo passou de 41% para 46% do planeta, especialmente pela presença de Índia e China, os mais populosos do mundo. Na prática, o Brics é um clube de amigos.

A parceria dos cinco países é uma associação que promove reuniões regulares e incentiva acordos e protocolos de cooperação em diversas áreas de interesse comum, mas é uma associação política vaga, sem sede e que sequer tem uma página oficial na internet. O que existem são endereços na web para diversas reuniões, como, site da 15ª cúpula na África do Sul, que mostra uma linha do tempo da evolução da associação.

Foto: Poder 360

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