As últimas investidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicam que o petista passou a apostar na classe média para tentar reverter a queda ladeirta abaixo de popularidade. Apenas em março, Lula anunciou três iniciativas que poderiam beneficiar o grupo: Crédito do Trabalhador – visto internamente como uma “revolução“ foi lançado no último dia 12 com a promessa de oferecer empréstimos a juros mais baixos.
No, entanto, simulações feitas pelo Poder360 mostraram que a taxa oferecida é pouco atrativa e fica acima da média. O próprio ministro do Trabalho sugeriu só pedir o crédito, em caso de “extrema necessidade”. O Minha Casa, Minha Vida – ampliou o programa para famílias que ganham até R$ 12 mil. A isenção do IR – Lula tenta cumprir a promessa de campanha para isentar do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês.
O Presidente Apresentou o Projeto de Lei, nesta sexta-feira (18) e comemorou o envio do texto ao Congresso. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) é o relator da proposta. Para valer em 2026, precisa ser aprovado neste ano de 2025. Com as medidas Lula busca reverter a baixa popularidade registrada em pesquisas de opinião.
Pesquisa PoderData realizada de 15 a 17 de março de 2025 mostrou que 53% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente. Em 2025, o presidente citou o termo “classe média” ao menos 14 vezes em seus discursos, entrevistas e pronunciamentos. Uma das frases repetidas por Lula em 2025 é de que ele quer que o Brasil se torne um “país de classe média”.
ALTOS E BAIXOS
Apesar dos esforços, algumas medidas do governo contribuíram para a queda da popularidade entre o grupo. Foi o caso da “taxa das blusinhas”, que aumentou em 20% o imposto de importação somado à cobrança de 17% de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para compras de até US$ 50 pela internet.
A derrota no Pixgate, a inflação dos alimentos aliada a declarações controversas e descabidas do governo sobre trocar laranja por outra fruta ou deixar de comparar produtos caros também contribuem para a queda de popularidade de Lula.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República




