DESEMBARGADOR NEGA PEDIDO DO MPPE PARA NOVA OPERAÇÃO DA PF NA PREFEITURA DO RECIFE

O desembargador federal Roberto Machado negou pedido do Ministério Público Federal, em Pernambuco de decisão do último dia 25 de maio, para a realização de nova operação de busca e apreensão decorrente da Operação Casa de Papel. A ação investiga irregularidades na compra de materiais hospitalares pela Prefeitura do Recife, na gestão do ex-prefeito Geraldo Julio durante a pandemia.

De acordo com o documento, a negativa se justifica porque há procedimentos judiciais em curso, no sentido de concluir a mudança de âmbito da Operação Casa de Papel, que passou da responsabilidade da Primeira Instância (13ª Vara) para a Segunda Instância do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

O processo passou do primeiro para o segundo grau da Justiça Federal, a pedido do atual chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos do Governo de Pernambuco, Renato Xavier Thiebaut – um dos alvos da Operação Articulata, ocorrida em dezembro de 2020 – justamente um desdobramento da Operação Casa de Papel.

Em 09 de fevereiro deste ano, o juiz da 13ª. Vara Federal em Pernambuco, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, declinou da competência. Inicialmente o processo havia sido sorteado para o gabinete do desembargador Paulo Machado Cordeiro, mas 12 dias depois, passou a ser tratado no Pleno do TRF-5, tendo sido redistribuído para o desembargador Roberto Machado.

Agora, as decisões a respeito das investigações atinentes às operações Casa de Papel e Articulata estão vinculadas e sob responsabilidade do Desembargador”. De acordo com informações públicas inseridas no Processo Judicial Eletrônico, o pedido de busca e apreensão por ora negado (Nº 089940-08.2020.4.05.8300) se relaciona a processo que trata de corrupção ativa, crimes de lavagem ou ocultação de bens e constituição de organização criminosa.

Aparecem como acusados nomes como: Luciano Cyreno Ferraz, primo do ex-secretário de governo da Gestão Geraldo Julio, João Guilherme Ferraz; o empresário de gráficas, Sebastião Figueiroa; seus filhos Suellen Figueiroa e Davidson Figueiroa; além do empresário Filipe Bezerra Figueiredo – da área de alimentação e academias do Recife – também investigado pela Operação Antídoto da Polícia Federal na capital pernambucana.

Ele seria o dono da Saúde Brasil, companhia de pequeno porte, com apenas dois funcionários, que negociou mais de R$ 25,8 milhões com a Secretaria de Saúde do Recife, em 2020. Ainda segundo a decisão do desembargador Roberto Machado – estão sob sua responsabilidade nesse mesmo processo – pedidos de quebra de sigilo de dados e/ou telefônicos, prisão temporária e prisão preventiva.

Fonte: Blog do Magno

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