EDUARDO MOURA CRITICA OPERAÇÃO DA PREFEITURA DO RECIFE PARA ANTECIPAÇÃO DE RECURSOS DO FUNDEF

Reunião plenária desta segunda-feira (10), na Câmara do Recife, gerou crítica sobre operação realizada pela prefeitura da Capítal pernambucana, para antecipação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – Fundef.

O leilão dos precatórios do Fundef, vencido pelo Itaú Unibanco, rendeu R$ 443,4 milhões ao município, que ofereceu créditos de R$ 567,1 milhões a serem pagos pela União entre os anos de 2026 e 2028. O vereador Eduardo Moura (Novo) afirmou que os precatórios foram repassados ao Banco Itaú por um valor abaixo . “Os precatórios foram vendidos para o Banco taú por R$ 443,4 milhões, isso dá uma diferença de R$ 124 milhões”.

“Essa dívida ia ser paga a partir de 2026. A prefeitura ia receber 40% desse valor em 2026, 30% em 2027, e mais 30% em 2028”, disse. “Com esse dinheiro que foi perdido numa dívida que ia ser paga, dava para construir 31 Creches Escola Pedro José Mendes Filho, que atende 300 crianças; dava para construir 41 creches ou escolas municipais Dorgiane dos Santos Xavier; dava para construir 68 Creches Escola Municipal Irmã Cininha; 41 creches Sebastião Barreto Campelo, entre outras coisas”, criticou. 

Bancada governista saiu em defesa do Poder Executivo. Segundo o vereador Júnior de Cleto (PSB), o valor do montante relativo a juros remuneratórios “são de livre aplicação, ou seja, não precisam estar necessariamente vinculados à educação, podendo ser investidos em qualquer área”. O parlamentar disse ainda, que “a antecipação dos recursos será benéfica para a capital.

Foto – Divulgação/CMR

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